Em vista do quadro da política neste mês de setembro de 2007, com o escândalo “Renan Calheiros” e da prorrogação quase certa da CPMF para 2011, trago mais uma letra do malandro do bem Bezerra da Silva para a reflexão de vocês.

É ladrão que não acaba mais
(Bezerra da Silva)

Quando Cabral aqui chegou
E semeou sua semente
Naturalmente começou
A lapidação do ambiente:
Roubaram o ouro, roubaram o pau
Pra ficar legal, ainda tiraram o couro
Do povo dessa terra original
E só deixaram a má semente
Presente de Grego
Que logo se proliferou
E originou a nossa gente

[Refrão]
É ladrão que não acaba mais
Tem ladrão que não acaba mais
Você vê ladrão quando olha pra frente
Você vê ladrão quando olha pra trás

E, a terra boa, mas o povo continua escravizado
Os direitos são os mesmos
Desde os séculos passados
O marajá, ele só anda engravatado
Não trabalha, não faz nada
Mas ta sempre endinheirado
Se entrar no supermercado… você é roubado!
E se andar despreocupado… você é roubado!
E se pegar o bonde errado… você é roubado!
E também se votar pra deputado… você é roubado!
Tem sempre 171 armando fria
Tem ladrão lá no congresso, na quitanda e padaria
Ladrão que rouba de noite, ladrão que rouba de dia
Dentro da delegacia, ninguém entendia a maior confusão:
O doutor delegado grampeou todo mundo
Porque o ladrão roubou outro ladrão

[Refrão]
É ladrão que não acaba mais
Tem ladrão que não acaba mais
Você vê ladrão quando olha pra frente
Você vê ladrão quando olha pra trás

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Você, cidadão brasileiro e portador de serviços bancários assim como eu, também fica puto da vida quando vê seu rico dinheirinho indo pro bolso do governo quando você realiza qualquer movimentação monetária em sua conta corrente/poupança, que é conhecido como o imposto CPMF?

A CPMF, originalmente inaugurada em 1996, seria para pagar e melhorar as contas do SUS, que vivia dias de tragédia no governo em questão. Como o sistema de saúde simplesmente não melhorou nos últimos 11 anos, podemos concluir que nada foi feito para reverter o quadro e que o dinheiro simplesmente foi embolsado por alguém, leitor desavisado. Então, alguém se deu (e muito!) bem com essa historinha toda. E não fui eu!

Sabia, ainda, que a CPMF está para ser extinta em janeiro de 2008? Sim, é o que prevê a lei em vigor. Mas antes de sair soltando rojões e tomando todas para comemorar, saiba também que os malditos sanguessugas fovernantes do planalto central já estão articulando-se mais uma para tornar o maldito imposto permanente. Sabia não, abestado?

Pois saiba, também, que há um manifesto na internet que tenta reverter esse quadro: um abaixo-assinado que conta com o apoio de diversas entidades sérias e de renome nacional. Essa pequena tentativa é para eliminar esse imposto parasita que existe para pagar rombos nos cofres públicos. Fala-se algo em torno de 38 bilhões de reais mensais apenas com a CPMF. E quem é o governante que quer deixar de recolher essa quantia gordinha e lucrativa, todos os anos?

Então, faça a diferença e tente também reverter esse quadro: inclua-se no abaixo-assinado e elimine de vez essa praga de imposto que só engorda o bolso dos governantes e deixa a população cada vez mais entregue à própria sorte.

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Respeito quem gosta de legendas (coisa que infelizmente não é recíproca), mas sim, senhoras e senhores: a notícia é essa mesma. E é com prazer que anuncio esse conteúdo. Bem diferente do que os legendeiros acham, a dublagem brasileira está em alta. E quem afirma é o conceituado portal “Filme B”.

Cresce demanda por cópias dubladas
por Pedro Butcher

Apesar de ainda não existirem estatísticas precisas, quem observa de perto o mercado de cinema no Brasil vem notando um aumento significativo no lançamento de filmes americanos com cópias dubladas. E não se trata, apenas, das animações voltadas principalmente para o público infantil. Títulos que têm como público alvo o adolescente e o jovem adulto também têm adotado a versão falada em português.

Esta semana, por exemplo, Transformers entrou em cartaz com 530 cópias: 53% dubladas e 47% legendadas. No primeiro fim de semana de agosto, Duro de matar 4.0 estréia com cerca de 370 cópias, sendo 15% dubladas.

César Silva, diretor geral da Paramount Pictures Brasil, distribuidora de Transformers, conta que deixou cada exibidor escolher entre a cópia dublada e a legendada, de acordo com o perfil de seus cinemas, e acabou se surpreendendo com a grande quantidade de pedidos pela versão em português: “Conversei com vários exibidores, discutimos caso a caso, e, nas salas localizadas no interior e em áreas populares, a preferência recaiu sobre as cópias dubladas”. No dia 3 de agosto, César lança A volta do todo poderoso com metade das 200 cópias em versão dublada – “mesmo estando fora das férias”.

Números revelam preferência do público do interior

Um dos exibidores que optaram majoritariamentente pela versão dublada de Transformers foi João José Passos Neto, do grupo Moviecom. Localizado em Botucatu, o grupo tem mais de 90 salas em nove estados – a maior parte no interior de São Paulo. “Realmente, tivemos uma surpresa esse ano”, diz Neto. “Em várias posições, a versão dublada de Homem-aranha 3, Piratas do Caribe 3 e Quarteto Fantástico 2 funcionou bem melhor que a legendada”.

Neto apresenta alguns números, compilados até o dia 12 de julho. No cinema do Castanheira Shopping, em Belém (PA), por exemplo, a versão legendada de Homem-aranha 3 atraiu 14.130 espectadores, enquanto a versão dublada teve público 50% superior (21.139). Com um detalhe: o complexo estava exibindo duas cópias legendadas e uma dublada.

O mesmo valeu para Piratas do Caribe 3: no mesmo complexo, até a mesma data, as duas cópias legendadas venderam 12.463 ingressos, enquanto a única cópia dublada teve público de 14.324. No cinema do Penha Shopping, em São Paulo, a versão falada em português de Homem-aranha 3 fez quase 80% do público do período, e a cópia legendada, 20%. “No caso do nosso circuito, apenas nos cinemas Alameda, em Juiz de Fora, Jaruaguá, em Araraquara, e São Pedro, em Belém, as cópias legendadas foram mais fortes. Em todo o resto, ganharam as dubladas”.

Ricardo Szperling: “É uma tendência real”

Ricardo Szperling, programador da Cinemark, confirma o aumento da demanda por cópias dubladas. “Eu diria que é uma tendência real. Gosto da idéia de aumentarmos essa oferta, pois a cópia dublada tem mais chance de atrair um espectador que, hoje, não está indo ao cinema. Acho que só não fazemos mais versões dubladas pelo custo adicional”, avalia.

Ricardo dá como exemplo o desempenho de Harry Potter 5 nos complexos da rede em Interlagos e Aricanduva, ambos em São Paulo. No cinema de Interlagos, a única cópia legendada recebeu 448 espectadores em um fim de semana, enquanto as quatro cópias dubladas venderam 5,9 mil ingressos (1,4 mil por cópia). No complexo de Aricanduva, o mesmo filme fez, com cinco cópias dubladas, 9,9 mil espectadores, enquanto a cópia legendada atraiu 1,2 mil pessoas. “Ainda que o último Harry Potter tenha entrado nas férias, está evidente a preferência do público destes cinemas pelas cópias dubladas. Isso também se aplica em outros cinemas nossos localizados em áreas com forte perfil popular, tais como Praia Grande, Taguatinga, Canoas, Jacareí, São José dos Campos, Santo André, Carioca (RJ), SP Market, Central Plaza, Shopping D, Center Norte, Tatuapé, Aracaju, Natal, Manaus, Campo Grande e Ribeirão Preto. Nessas praças, o desempenho dos últimos filmes live action como Homem Aranha 3 e Piratas do Caribe 3 (ambos fora das férias) foi equivalente ou superior nas cópias dubladas. A informação que nossos gerentes recebem do público desses cinemas é que o cliente gosta da comodidade da versão dublada. Além disso, eles também citam que, com a cópia dublada, podem prestar mais atenção nas cenas do filme, tendo assim uma experiência mais agradável”, explica Ricardo.

João José Passos Neto concorda e aponta três motivos para essa tendência: a melhoria na qualidade dos sons dos cinemas, a melhoria técnica da própria dublagem, e o hábito do público de ver filmes na TV e em DVD, que agora oferece a versão dublada com mais facilidade que o VHS.

“É um dos caminhos para se popularizar mais o cinema e trazer para as salas um público que está mais acostumado a ver filmes dublados na TV e em DVD”, concorda César Silva. Ele lembra também o caso de As férias de Mr. Bean, que estreou com 95 cópias dubladas e 45 legendadas. “O plano original era lançar exclusivamente a versão legendada, mas, por orientação do estúdio, que tinha o objetivo de ampliar o público alvo, lançamos também cópias dubladas, e elas funcionaram muito bem”.

Custo da dublagem sai por pelo menos R$ 70 mil

Patricia Kamitsuji, da Fox, explica que esse tipo de lançamento não se aplica a qualquer título. “O filme tem que ter um apelo, uma marca conhecida, ou não vale a pena”. Os custos de uma versão dublada, sem o chamado “talent” (atores conhecidos fazendo as vozes principais) ou canções, sai por R$ 70 mil. “Antes, só os filmes livres mereciam esse investimento. Agora, filmes de 10, 12 e até 14 anos também. Na verdade esse é um investimento de médio prazo, pois esperamos que a platéia que assiste a filmes dublados passe a freqüentar mais os cinemas”.

No caso de Duro de matar, por exemplo, a decisão de estrear o filme também com cópias dubladas (serão cerca de 50) aumentou o tamanho do lançamento do filme. “A gente adicionou, não substituiu. Tivemos, portanto, um custo adicional de cópias, na tentativa de incluir mais público. Cada vez mais, no multiplex, é importante oferecer as duas versões do filme”.

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Acabou de sair a notícia (aqui e aqui) que o Toninho Malvadeza morreu. E foi tarde! Pior de tudo: o filho da mãe não pagou em vida pelo mal que fez ao país em seus mandatos. Morreu confortavelmente num leito de hospital, amparado por toda a família (detalhe: o governo pagou passagens aéreas de Salvador para São Paulo para os parasitas!) que ele ajudou a engordar e que está muito bem de vida, num contraste covarde em relação ao povo baiano que ele supostamente cuidava. Sem contar que essa mesma família, infelizmente, vai perpetuar o reinado do canalhocrata. Bezerra da Silva estava certo: assombração de barraco é um ladrão de gravata e não é marginal!

O pior foi o atitude do Globo Online em tentar botar o infeliz como herói ou mártir em sua reportagem, recheada de parcialismo e louros ao ex-sanguessuga. Já se esqueceram sobre a alteração do painel do Senado? Bem verdade quando dizem que cada povo tem os políticos e imprensa que merece. Que vá direto pro caldeirão e que o capeta não demore em te garfar, safado!

Charge do Ilvan sobre ACM
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Charge do Hals sobre ACM
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Achei muito pertinente o texto do Cristiano Dias sobre a fatalidade acontecida ontem com o avião Airbus A320 da TAM. E engrosso o côro: quantas vidas à mais precisarão ser perdidas para que se tomem as atitudes para evitar essas tragédias, seja no transporte aéreo, na saúde e segurança públicas, na educação e outros tantos setores carentes de recursos?

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