Recentemente recebi um email do Roberto Stelling, comentando que havia conhecido o jornalista e crítico de cinema d’O Globo Rodrigo Fonseca. O conteúdo é esse e as fotos são essas:
Olá Daniel,
Aqui vão as fotos que tirei com o Rodrigo, na Bienal (do Livro – a cada 2 anos acontece no Rio e Sampa), quando mediou a conversa com o Steven Jay Schneider. Consegui bater um papinho rápido e parabenizá-lo pela coluna. Ele é gente boa, me deu até o cartão dele. Disse que gosta bastante do Isaac Bardavid e do Alexandre Moreno. Já tinha visto o rosto dele?
Abraços

Não sabe quem é o Rodrigo? Então vou te falar.
Há alguns anos, o Rodrigo vem fazendo um belo trabalho de trazer de volta os nomes desses artistas às páginas (de papel e digital) do jornal O Globo. Já foram citados nomes como André Filho, Alexandre Moreno, Guilherme Briggs, Newton da Matta, Orlando Drummond, Mário Monjardim, Isaac Bardavid, Márcio Seixas e tantos outros que seria até injustiça continuar com a lista pois poderia acabar esquecendo alguém.
Durante muitos anos, os meios de comunicação em massa (incluem-se aí seus respectivos portais pra internet) sequer citavam nomes de dubladores em suas resenhas para filmes. Geralmente, quando se fala em dublagem no jornal, é pra citar algum famoso que foi convidado pelo estúdio para dublar um personagem, para dar destaque e visibilidade à obra. Até aí, certo está o estúdio e a distribuidora porque o que querem é o lucro. Ponto. Ou então pra falar que é desenho ou animação dublada pra poder taxar logo que é pro público infantil e ponto final.
E aquele dublador anônimo, de qual poucos conhecem? Aquele que fez da dublagem a sua profissão, o seu “ganha pão”? Que passa anônimo por você na fila do supermercado ou no ponto de ônibus? Será que ele é menos merecedor de destaque do que o famoso que foi convidado pra dublar um personagem que fez apenas uma única vez?
São vozes de profissionais que são formadas em artes cênicas, teatro… São atores no corpo e na alma e se especializaram em interpretação vocal. Ou seja: profissionais em atuar, especificamente com a voz. Alguns hoje, inclusive, participam em frente às câmeras, em pequenos papéis. Então, nada mais merecido do que também trazer à luz seus nomes como colaboradores da cultura, pois vertem para o português obras estrangeiras, visando seu conhecimento em nosso idioma.
Parabéns, Rodrigo, pelo seu maravilhoso trabalho como jornalista que sabe dar valor aos nossos artistas e profissionais, sejam eles de que área forem. Sua contribuição será lembrada por todos aqueles que estão trabalhando em estúdios de dublagem nas grandes metrópolis deste país.