Oração de Natal de 2009

29, Dezembro, 2009   Enviar este post Enviar este post Daniel Neto Sem comentários
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ORAÇÃO DE NATAL 2009

Hugo Hamann

Pelo Lula de mãos dadas com o presidente do Irã
Pela grana na cueca, na meia e no sutiã
Pelos novos “companheiros” Sarney, Collor e Renan
Senhor, tende piedade de nós

Pelas viagens da sogra do governador do Ceará
Pelo casal de missionários da igreja do Kaká
Pelo Lula soletrando Mahmoud Ahmadinejad
Senhor, tende piedade de nós

Pelo ministro Guido Mantega e seu Fundo Soberano
Pela crise financeira que cruzou o oceano
Pelo Brasil dando guarida a terrorista italiano
Senhor, tende piedade de nós

Pela “catedral de Milão” que derrubou o “Don-Juan”
Pela “nossa companheira” que agora anda tranchã
Pelo tamanho da saia e da vaia na Uniban
Senhor, tende piedade de nós

Pelo azarado Arruda que precisa de um patuá
Pela querida Argentina que merece o casal K
Pela empresa do Zoghbi em nome da ex-babá
Senhor, tende piedade de nós

Pelo Protógenes Queiroz e os arapongas da Abin
Pela bolsa – ditadura para a turma do Pasquim
Pela plástica da Dilma que piorou o que era ruim
Senhor, tende piedade de nós

Pelo caso Zelaya que virou um angu de caroço
Pela Yeda “Cruzes” que não quer largar o osso
Pelo Caetano Veloso que chamou Lula de grosso
Senhor, tende piedade de nós

Pelo mosquito da dengue e pela febre suína
Pelo especialista Lobão que não sabe patavina
Pela mentira da Dilma e pela agenda da Lina
Senhor, tende piedade de nós

Pela polícia que prende e a Justiça que não pune
Pelo Foro Parlamentar que deixa ladrão imune
Pela grana da Petrobrás sustentando a “nova” UNE
Senhor, tende piedade de nós

Pelo estilo tão refinado do governador Cabral
Pelo bate-boca no Senado pela grana do pré-sal
Pela flatulência da vaca no aquecimento global
Senhor, tende piedade de nós

Pelo pobre aposentado e pela dona da Daslu
Pelo Zé Agripino Maia e seu cabelinho acaju
Pela volta do Delúbio e pela expulsão do Babu
Senhor, tende piedade de nós

Pela briga da Infraero com o pessoal da ANAC
Pelo Cháves sustentando guerrilheiros das FARC
Pelo Collor “controllando” o orçamento do PAC
Senhor, tende piedade de nós

Pelo apagão do PT que deixou o país no breu
Pelo comandante Fidel que finge que não morreu
Pela revolução capilar na cabeça do Zé Dirceu
Senhor, tende piedade de nós

Pelo “Fenômeno” que só “depois” viu que era um travesti
Pelo cartão corporativo fazendo compras no duty free
Pela “galega” que hoje é clone da Dona Marta Suplicy
Senhor, tende piedade de nós

Pelos atos secretos do secretário Agaciel
Pelo Manuel Zelaya que só transa de chapéu
Pela demora de Sarney em ocupar seu mausoléu
Senhor, tende piedade de nós

Pela Itália que hoje vive um “fascismo galopante”
Pelo apoio do presidente a Severino Cavalcanti
Pela “renúncia irrevogável” do revogável Mercadante
Senhor, tende piedade de nós

Pelo verdadeiro “avião” do presidente Sarkozy
Pela figura encantadora da senadora Idelí
Pelo cuecão vermelho do Eduardo Suplicy
Senhor, tende piedade de nós

Pela magnífica lixeira do Magnífico Reitor
Pelo deputado gaúcho que se lixa pro eleitor
Pela conta do celular da filhota do senador
Senhor, tende piedade de nós

Pela volta da Roseane para o governo do Maranhão
Pelo bigode do Sarney e pelo cabelo do Lobão
Pela Madonna que tem Jesus na cama e no coração
Senhor, tende piedade de nós

Pelo Maluf que continua se fazendo de morto
Pela dança da “quadrilha” na Granja do Torto
Pelo prefeito que chamou o carioca de porco
Senhor, tende piedade de nós

Pelo deputado Temer e sua cara de vampiro
Pelo “carioca” Aécio e pelo “paulista” Ciro
Pelo Lula improvisando, só abatendo a tiro
Senhor, tende piedade de nós

Pelo vazamento de dossiês do governo FHC
Pela eterna impunidade das invasões do MST
Pelo bocão do Heráclito e pela “boquinha” do PT
Senhor, tende piedade de nós

Pela prova do ENAD e pelo exame do ENEM
Pelo vai-não-vai do Serra e o pelo mensalão do DEM
Pelo Lugo que tem filhos e o Kassab não tem
Senhor, tende piedade de nós

Pelo iate do senador e o castelo do deputado
Pelo charme e simpatia do Wellington Salgado
Pelo gentil Puccinelli chamando o Minc de veado
Senhor, tende piedade de nós

Pelo “pé-de-meia” do governador Arruda
Pela “Mariva Letífia” que continua muda
Pelo “presidente – teflon” onde nada gruda
Senhor, tende piedade de nós

Pela empresa do “Lobinho” em nome da empregada
Pela turma do Zelaya com as chaves da embaixada
Pelos amigos do Lulinha voando pro Alvorada
Senhor, tende piedade de nós

Pelo padre baloeiro que não vai mais rezar missa
Pela família do Jânio Quadros e a conta na Suíça
Pela enorme cordialidade do ministro da Justiça
Senhor, tende piedade de nós

Pela “imagem que não fala” mesmo tendo microfone
Pela cama do Putin na mansão de Berlusconi
Pela mala de dinheiro pra comprar um panetone
Senhor, tende piedade de nós

Pelo Mangabeira Unger que sumiu e ninguém viu
Pela grana de empreiteira para o “Filho do Barril”
Pela inglesa Susan Boyle pra presidente do Brasil
Senhor, tende piedade de nós

Pela Justiça que é sempre lerda
Pela educação que a gente herda
Pelo povo que continua na mesma merda
Senhor, tende piedade de nós

Enfim,
Para que possamos sobreviver aos Horários Eleitorais

Senhor, dai-nos a paz!

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A Princesa e o Sapo – Elenco de Dublagem

28, Dezembro, 2009   Enviar este post Enviar este post Daniel Neto 1 comentário
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A Princesa e o Sapo

ELENCO DA VERSÃO BRASILEIRA
Tiana – KACAU GOMES
Príncipe Naveen – RODRIGO LOMBARDI
Dr. Facilier – SERGIO FORTUNA
Louis – MAURO RAMOS
Charlotte – IARA RIÇA
Ray – MÁRCIO SIMÕES
Lawrence – HÉRCULES FERNANDO
Mama Odie – SELMA LOPES
Eudora – ISABEL LIRA
James – DUDA RIBEIRO
“Paizão” La Bouff – REINALDO PIMENTA
Jovem Tiana – HELENA PALOMANES
Jovem Charlotte – FERNANDA RIBEIRO
Reggie – MÁRIO MONJARDIM
Direção & Adaptação – GARCIA JR.
Tradução – MANOLO REY

CANÇÕES
“Lá Em Nova Orleans” (Prólogo)
Cantada por KACAU GOMES

“Lá Em Nova Orleans”
Cantada por JAIRO BONFIM

“Quase Lá”
Cantada por KACAU GOMES

“Quase Lá” (Reprise)
Cantada por KACAU GOMES

“Amigos Do Outro Lado”
Cantada por SERGIO FORTUNA

“Quando Formos Humanos”
Cantada por MAURO RAMOS, KACAU GOMES & RODRIGO LOMBARDI

“Vamos Levar Vocês”
Cantada por MÁRCIO SIMÕES

“Ma Belle Evangeline”
Cantada por MÁRCIO SIMÕES

“Cavando Mais Fundo”
Cantada por SELMA LOPES

“Lá Em Nova Orleans” (Final)
Cantada por KACAU GOMES

Direção, Adaptação & Edição dos Vocais: D. FÉLIX FERRÀ

VERSÃO BRASILEIRA
Estúdio: DELART CINE
Gravação dos Diálogos & Vocais: JOÃO GABRIEL FARIAS
Gravação Adicional dos Vocais: RAPHAEL RACHID
Edição dos Diálogos: CLAUDIO ALVES
Direção Operacional: SERGIO DE LA RIVA
Direção Técnica: CARLOS DE LA RIVA
Estúdio de Mixagem: SHEPPERTON INTERNATIONAL
Diretor de Criação: GARCIA JR.

Versão Brasileira Produzida Por:
DISNEY CHARACTER VOICES INTERNATIONAL, INC.

Fonte: Portal Disneymania

Faleceu Herbert Richers

20, Novembro, 2009   Enviar este post Enviar este post Daniel Neto 1 comentário
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Hoje, 20 de novembro de 2009, faleceu o dono de um dos mais importantes estúdios de dublagem do Brasil: Herbert Richers.

Muito ouvi falar sobre ele, mas acabei não conhecendo-o no breve período que morei no Rio de Janeiro, embora já tivesse a oportunidade de ter visitado sua empresa graças ao dublador Manolo Rey. A maior lembrança dos brasileiros, de fato, não é o próprio Herbert mas sim a voz do locutor Ricardo Mariano, que sempre abria a dublagem de filmes, seriados e desenhos na TV, dizendo: “Versão brasileira: Herbert Richers“. Ainda hoje, a mesma voz pode ser ouvida à exaustão em reprises dessas mesmas obras (filmes, seriados e desenhos) nos canais de TV aberta e até mesmo TV por assinatura.

Descanse em paz, Herbert Richers. Seu lugar na história da cultura brasileira já está garantido.

Para quem não o conhecia, algumas fotos:

Herbert Richers
Herbert Richers Herbert Richers
Herbert Richers

Morre Herbert Richers, pioneiro da dublagem, produtor de Vidas Secas

Hildegard Angel, JB Online

RIO – Morreu esta manhã, na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, depois de um ano de padecimento, com uma doença de rins, o produtor de cinema e grand seigneur Herbert Richers. Nascido em 1923 em Araraquara, interior de São Paulo, Herbert começou sua vida profissional no Rio, para onde se mudou em 1942 e, oito anos depois, fundou, na Usina da Tijuca, a empresa de distribuição de filmes Herbert Richers S. A., pioneira da dublagem no país, dona dos maiores estúdios de dublagem da América Latina, com mais de 10 mil m², maior empresa brasileira de dublagem de filmes, séries e desenhos animados, que passam tanto em televisão, como em cinema.

Herbert foi, durante longo tempo, o maior produtor de cinema do país. A Herbert Richers produzia, por ano, de três a oito filmes. Com 82 títulos realizados, ele se orgulhava de ter produzido filmes notáveis, como Vidas secas e O assalto ao trem pagador, créditos que muitas vezes não lhes eram dados ou lhes eram usurpados, e ele não escondia seu descontentamento com isso. O primeiro filme que Herbert produziu foi a comédia Sai de Baixo. Antes disso, foram os cine-jornais, que chegaram a ser vistos em 2.000 cinemas do país.

Sua amizade com Walt Disney possibilitou que ele introduzisse a dublagem no Brasil, em 1960, colocando vozes brasileiras nas produções estrangeiras. Quem é daquele tempo deve se lembrar o grande problema que eram as legendas dos filmes, quase ilegíveis para a tecnologia da época. Hoje, são dubladas em seus estúdios mais de 150 horas de filmes por mês, o que corresponde a 70% da dublagem exibida na TV.

Herbert, de quem os amigos se despedem hoje, em velório, das 14h às 17h., no Memorial do Carmo, Capela1, onde o corpo será cremado, lançou grandes nomes de nossa tela, como Costinha, Zé Trindade, Carequinha, Ankito, Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Ronald Golias, Renata Fronzi. E teve sob contrato divas que iam de Tonia Carrero a Dircinha Batista.

Mais do que tudo isso, era um homem de agradável convívio social e bonita presença – um belo homem – sempre ao lado de sua Cookie, nos eventos sociais e esportivos, ambos adeptos do golfe e grandes companheiros.

Herbert conseguia transformar as relações profissionais em grandes amizades. Foi assim com Walt Disney, foi assim com a família Marinho e com muitos diretores da Rede Globo, de quem se tornou amigo fiel e presente.

Ele deixou três filhos, Herbert Jr., Ronaldo e Celina Maria, para quem transmitiu sua paixão pelo cinema, e todos trabalham na atividade. Já há um ano, desde o afastamento do pai por motivo de saúde, os três gerem os estúdios, que agora herdam.


Portal G1: Morre no Rio Herbert Richers

Ele vai ser velado na capela 1 do Memorial do Carmo.
O corpo do produtor de cinema deve ser cremado no sábado (21).

Morreu nesta sexta-feira (20) o produtor de cinema Herbert Richers. Conhecido pela frase “versão brasileira Herbert Richers”, dita nos filmes dublados na TV, o produtor vai ser velado esta tarde no Memorial do Carmo, na Zona Portuária do Rio, e será cremado no sábado (21).

No twitter, o diretor José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, contou que ele morreu na Clínica São Vicente, na Zona Sul do Rio. “Hoje se foi uma parte da história da TV brasileira… Nos deixou Herbert Richers, considerado o dono do melhor estúdio de dublagem do mundo”, escreveu ele.

Herbert tinha 86 anos e nasceu em Araraquara, no interior de São Paulo e começou a produzir filmes em meados dos anos 50. Foram cerca de 60 filmes ao longo de sua carreira.

Ainda nos anos 50 fundou a empresa que leva seu nome e começou na distribuição de filmes. Mais tarde, ela se transformou numa das pioneiras na dublagem Brasil e ainda hoje é uma das maiores no ramo no país.


Folha Online: Morre Herbert Richers, pioneiro na dublagem de filmes no Brasil

da Folha Online

O produtor de cinema e dono da Herbert Richers S.A, empresa pioneira no ramo de dublagens no Brasil, morreu hoje aos 86 no Rio. A informação foi confirmada por um funcionário da empresa, que não soube informar a causa da morte.

O velório acontece hoje, a partir das 14h, na capela 1 do cemitério Memorial do Carmo, no Rio. Richers nasceu em Araraquara, interior de São Paulo, em 11 de março de 1923 e se mudou para o Rio em 1942, onde fundou, em 1950, a companhia que leva seu nome.

Atualmente, a empresa possui um dos maiores estúdios de dublagem da América Latina e é responsável por grande parte dos filmes exibidos em português no país. Os filmes dublados pela empresa são conhecidos pelo anúncio que diz “versão brasileira, Herbert Richers” ao início.


O Globo Online: Morre, aos 86 anos, Herbert Richers

RIO – Morreu na madrugada desta sexta-feira, aos 86 anos, Herbert Richers. Dono de uma das principais empresas de dublagem do Brasil, a Herbert Richers S.A., o produtor de cinema estava internado desde o último dia 8 no CTI da Clínica São Vicente, na Gávea. Herbert Richers sofria de problemas renais há cerca de um ano.

O corpo de Richers será velado das 14h às 16h na Capela 1 do Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio, e cremado logo em seguida. A cerimônia é restrita à família, pessoas próximas e funcionários.

- Foi com ele que comecei a trabalhar com dublagem, foram 50 anos juntos. Ontem pensei tanto nele… – contou emocionado o ator Orlando Drummond, o Seu Peru da “Escolinha do Professor Raimundo”, dublador de personagens famosos como Scooby-doo, Popeye e Alf, o ETeimoso – Herbert foi um lutador, é uma perda irreparável para o mercado de dublagem.

Guilherme Briggs, que empresta sua voz há mais de 14 anos aos mais diversos personagens – como o Buzz Lightyear, de “Toy story” – revelou-se chocado com a notícia da morte de seu patrão.

- Era um senhor de idade, mas mesmo assim não conseguia acreditar quando soube da notícia. Desde criança eu associo o nome dele à dublagem.

Herbert Richers nasceu em Araraquara, São Paulo, em 11 de março de 1923, e se mudou para o Rio de Janeiro em 1942. Em 1950, fundou a Herbert Richers S.A. uma das pioneiras do ramo de dublagem de filmes e seriados no Brasil. Herbert Richers viu seu nome invadir os lares brasileiros com o anúncio “versão brasileira: Herbert Richers” veiculado antes dos filmes que dublava. O produtor deixou viúva a designer de joias Cookie Richers e três filhos, Herbert Jr., Ronaldo e Celina.

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Mais sobre dublagem em O Globo

9, Novembro, 2009   Enviar este post Enviar este post Daniel Neto 2 comentários
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Os jornalistas Rodrigo Fonseca e Tatiana Contreiras mostram que são realmente jornalistas, mostrando o que muita gente insiste em não enxergar: a dublagem brasileira vem ganhando espaço nas salas de cinema e na sua sala de estar, queira você ou não. Há demanda do público e há muitos profissionais que são altamente qualificados para realizar a tarefa.

Parabéns, Rodrigo e Tatiane. Diferente de seus colegas de profissão, vocês verdadeiramente dão espaço para mostrar os rostos e vozes desses artistas que o grande público (e não a minoria “cegueta de legendas) gosta de ouvir. Parabéns!

Filmes e séries em português ganham espaço e revelam histórias sobre a dublagem no Brasil

Publicada em 08/11/2009 às 09h33m
Tatiana Contreiras e Rodrigo Fonseca

RIO – Passar um dia na sala de espera de de um estúdio de dublagem é o equivalente a encontrar o elenco dos filmes e seriados da televisão numa espécie de desfile. Você fecha os olhos e percebe que Mel Gibson está no mesmo recinto que Peter Parker (conhecido como Homem-Aranha ou na voz do brasileiríssimo Manolo Rey). E, de repente, está se perguntando como Jack conseguiu sair da ilha de “Lost” para estar numa casa da Tijuca. A movimentação no estúdio Delart, sempre cheio de gente, reflete o que o público já percebe: séries e longa-metragens dublados vêm conquistando espaço não só nos cinemas, mas também na programação da TV fechada, a exemplo das emissoras abertas, nas quais versões em português das produções sempre imperaram.
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VixNet há 15 anos

26, Outubro, 2009   Enviar este post Enviar este post Daniel Neto 3 comentários
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Neste ano, se ainda existisse, a VixNet BBS & Comunicação de Dados, faria 15 anos de vida. Não sabe o que é uma BBS? Depois desta leitura, você certamente vai achar que é uma coisa pequena, brincadeira de criança se comparado à grandiosidade que é a rede das redes: a internet. De fato, internet ainda era privilégio apenas para entidades acadêmicas (universidades federais) e pouquíssimos órgãos governamentais.

Mas há 15 anos ainda não existia a internet comercial do jeito que a conhecemos. De qualquer forma, a era pré-internet foi muito bem, obrigado, até quase a primeira metade da década de 1990, onde explodiam os sistemas de quadros de avisos (em livre tradução de BBS: Bulletin Board System) pelo país e pelo mundo afora.

Dá até pra traçar um paralelo entre os BBSs e a internet. Enquanto na internet existe o FTP, nos BBSs existiam as áreas de arquivos; enquanto na internet existe o email, nos BBSs eram os private-mails, echomails, crashmails; enquanto na internet existem os chats, nos BBSs havia… bem, os CHATS! Mas não com muitas pessoas como você poderia imaginar. Em raros casos, era com o próprio operador do sistema (em livre tradução de SysOp ou System Operator). Como você leu, os BBSs operavam em linha telefônica. E, naquela época, quem tinha duas ou mais linhas, era muito rico ou vivia disso. Então, os sistemas eram usados apenas por uma pessoa de cada vez. Linha ocupada, sistema ocupado. Era a vida.

De qualquer forma, aqui em Vitória (ES), tinha a VixNet. Era a junção de 3 sistemas de BBSs independentes: Willow, do Dunga (ou o Carlos Eduardo); Cyberspace Dreams, da Coca (ou Sylvia Abaurre); e o Town BBS, do Falcão (ou Romero Lopes). Como todos os 3 sistemas eram muito acessados e todos muito bacanas independentemente, eles tiveram a idéia de aumentar esses sistemas.

Inicialmente, todos continuavam independentes funcionando como sempre na casa de cada um (sim, era bem amador nesse ponto), mas com a vantagem de você poder usar os benefícios de ser assinante nos 3 sistemas. Terminou de usar sua quota de tempo para ler e responder mensagens no Willow, ia pro Cyberspace Dreams. Terminou a quota de baixar arquivos do Cyberspace Dreams, ia pro Town baixar MAIS arquivos.

Apenas para recordar: modems naquela época eram de velocidades baixas. A maioria dos usuários possuia modems de 2400 bps. Alguns pouco afortunados tinham modems mais velozes, de 9600 a 14400 bps. Depois vieram os de 28800 bps, 33600 bps… Daí em diante, vieram os de 56000 bps e o resto é história e você provavelmente já deve ter visto alguns deles por aí.

Mas e o motivo desse post? Apenas para recordar, porque acabei achando nas minhas coisas algumas recordações:

Mailing list do primeiro aniversário da VixNet

Folder da VixNet - interno

Folder da VixNet - externo

Bem legal, né? Apenas pra lembrar que a maioria dos amigos que fiz naquela época continuam amigos até hoje. Alguns se mudaram pra outros estados e países, enquanto outros permanecem por aqui, tocando suas vidas e profissões. Época menos complicada, mas muitíssimo mais interessante do que hoje. E se você se acha um nerd por saber bastante de TCP/IP, experimente fazer jumpeamento de IRQ de modem na unha, sem dar conflito com o mouse :)

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