Não existe coisa melhor do que almoçar em casa. Particularmente, venho almoçar pelo menos 2 vezes por semana em casa. Comidinha feita pela esposa, tudo fresquinho… Bem diferente do que se entupir de comida gordurosa, excesso de calorias e porcarias de sanduíches e refrigerantes (sim, é do McDonald’s e do Bob’s que eu tô falando!). Hoje em particular foi um boizinho ralado (vulgarmente conhecido como carne moída), batata cozida e depois passada no alho, arroz, feijão e uma farofa de cenoura. Sem contar na indefectível salada que como para abrir o apetite. Enfim, uma vida mais saudável para este que vos escreve. Depois falo de quão bacana foi o final de semana.
Recebi este e-mail em 3 de dezembro de 2001, e continua tão coerente como se fosse hoje. Aproveitem como quiserem.
De: Flavio Rabello de Souza
Comentários de uma brasileira que mora na Holanda
Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil. E realmente parece que é um vicio falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos enquanto no Brasil se maximizam os negativos.
Aqui na Holanda os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e (pasmem!) se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo – ou de lavar as mãos – antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus os atendentes recebem o dinheiro e com a mesma mão suja te entregam o pão ou a carne.
Em Londres existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal – e tem fila na porta.
Na Europa não-fumante é minoria. Se você pedir mesa de não-fumante o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir para lá dar umas aulas de “Como conquistar o Cliente”;.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo?
Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emocionados. Temos uma língua que apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua portuguesa. Somos vitimas de vários crimes contra nossa pátria, crenças, cultura, língua etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar nossas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
- O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial;
- O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma;
- Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária;
- Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo;
- Os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina;
- No Brasil temos 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma;
- Das crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos, 97,3% estão estudando;
- O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês;
- Na telefonia fixa, nosso país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas;
- Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México são apenas 300 empresas e 265 na Argentina;
- O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que temos esse vício de só falar mal do nosso Brasil?
- Por que não nos orgulhamos em dizer que nosso mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
- Que temos o mais moderno sistema bancário do planeta?
- Que nossas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
- Por que não falamos que somos o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
- Por que não dizemos que somos hoje a terceira maior democracia do mundo?
- Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
- Por que não nos lembramos que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
- Por que não nos orgulhamos de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando?
É! O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques, talvez porque sua verdadeira língua pátria não seja bem entendida. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!
Hoje, ao vir pro trabalho, fui surpreendido por uma imagem que há muito tempo não via: um fusquinha amarelo, igualzinho ao que meu pai tinha comprado em 1977 e que eu aprendi a dirigir. Minha mente foi transportada imediatamente para a R. Mário Manhães de Andrade, 52, em Campos-RJ aonde morávamos. Eu me lembrava do fusquinha enfrentando lamaçais horríveis na rua quando chovia forte. Também me lembro de mamãe passando com o fusca nas poças d’água quando nós 3 (eu, meu irmão e ela) voltávamos do colégio, quase chegando em casa: “Passa, mãe, passa na água!”;. Era uma festa, mas nem sempre dava, porque tinha gente passando na hora. Legal mesmo era quando viajávamos de Campos pra Niterói pra casa de vovó Zezé e a gente inventava de ir na cachorreira (quem nunca viajou lá que pare de ler isso agora!). Disputadíssima, só era legal ir no início da viagem, porque depois ficava muito desconfortável pra prosseguir.
Tempos depois, o fusquinha se mudou de Campos pra Guarapari-ES. Continuou enfrentando outros lamaçais, porque fomos morar num sítio. Sítio Summerville pra ser mais exato. Ficava a uns 8km do centro de Guarapari, aonde sempre íamos por conta do hotel que Josué tinha. Quando nos mudamos pro Marbella, prédio muito bacana que fica na Praia da Areia Preta, o fusquinha continuou nos lamaçais, mas agora o problema era outro: como a foto ilustra muito apropriadamente, a maresia acabou corroendo o carro todinho.
Boas lembranças ficaram daquele fusca.
Hoje, lá no centro do Rio, comprei no Mercado Popular da Uruguaiana (muito conhecido também como Camelódromo do Rio) o CD que eu tava querendo há tempos e loja alguma, real ou virtual, tinha mais: Gabriel O Pensador, o de estréia.
Na época em que foi lançado, eu comprei a fita K7. Infelizmente a fita acabou se deteriorando com o tempo e nunca mais tive chance de comprá-lo pois estava sempre em falta. Então, ao comprar um aplicador de etiquetas pra CD, passei por uma banca que tinha vários CDs usados. Sem muita importância, comecei a olhar os títulos, quando me deparei com o dito-cujo. Nem pensei 2 vezes: paguei os 10 reais e saí feliz. Tanto que estou escutando agora Tô Feliz (Matei O Presidente).
O cara mandou muito bem no CD, tanto que já está consolidado como artista de renome em todas as paradas. Há muita gente que não gosta do cara. Talvez porque ele diga muito a verdade e a verdade… Bem, a verdade costuma doer pra certas pessoas. Uma pena: o cara não tem medo de dizer o que pensa e talvez mantenha esse mesmo ritmo durante muitos e muitos anos.
Não sei se tinha comentado com vocês, mas sou grande filmes. Mais ainda do que filmes, sou grande fã dos dubladores brasileiros, por quem tenho grande admiração e respeito, apesar do não-reconhecimento de grande parte dos brasileiros.
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Enfim, passamos o final de semana assistindo Indiana Jones, revendo as aventuras deste grande herói das telas. O mais bacana? A dublagem original da época em que os filmes foram lançados no Brasil foi mantida. A voz do Indiana Jones é do Júlio César (que hoje faz a voz do Homer Simpson. Homer era originalmente dublado pelo Waldyr Santanna), a do Sean Connery (Dr. Henry Jones) é feita pelo versátil André Filho (já falecido. Entre outros personagens dublados estão: Silvester Stallone, hoje feito pelo Luiz Motta; Capitão Guapo, na Corrida Espacial do Zé Colméia; Zan, dos Super Amigos; Steve Martin, em Os Safados). |
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Rever os filmes em casa, no conforto do colchonete, foi realmente muito bom. O filme “Templo da Perdição” em particular causou bastante susto na Andréa, pelas cenas inesperadas na tela: morcegos gigantes, insetos medonhos, cérebros de macacos e outras coisas que ela acha nojentas. |