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Há 60 anos: Hiroshima e Nagasaki

6, August, 2005 7 comentários

Sou relativamente novo demais para lembrar de guerras. As que “presenciei” foram as Guerras do Golfo, Afeganistão e a do Iraque, embora a primeira e a última sejam as mesmas apenas em décadas diferentes. Mas todas têm o mesmo ingrediente: morte, dor, sofrimento e muito intrometimento norte-americano aonde não é chamado.

Hoje, 6 de agosto de 2005, é lembrado com pesar pelos japoneses da cidade de Hiroshima: há 60 anos ela foi completamente arrasada pelo poder explosivo de uma bomba nuclear atômica. Algumas centenas de milhares de pessoas foram instantaneamente pulverizadas pelo calor incandescente liberado pela explosão e outras tantas sofreram e sofrem até hoje os efeitos destrutivos da radiação.

O que se seguiu, momentos após à explosão, não poderia ser imaginado por aquela pequena e pacata cidade nem em mil anos: incêndios generalizados, corpos carbonizados, prédios e casas completa ou parcialmente destruídos até aonde a vista alcançasse e a sensação de dúvida e impotência. O que tinha acontecido? Como aquela bela manhã ensolarada havia se tornado naquele pesadelo infernal?

Alcance destrutivo da bomba de Hiroshima

Dados sobre as mortes em decorrência da explosão

O que viria logo depois do lançamento da bomba era outra parte do inferno que os sobreviventes vieram a enfrentar: uma chuva negra, decorrente do lançamento de cinzas, poeira e radiação na atmosfera. Completamente desorientados, os sobreviventes estavam com muita sede e beberam da água que caíam do céu, selando seu destino pois acabaram envenenados pelos efeitos radioativos incluídos naquela chuva. Os que sobreviveram à essa chuva, tiveram que enfrentar os efeitos nocivos da radiação durante diversas décadas seguintes.

A alegação dos americanos é que estariam “salvando milhares de vidas”, tanto do lado norte-americano quanto japonês, uma vez que os inimigos recusavam-se a se render. Mas era realmente necessário essa saída? Precisava ser dessa forma? Um lançamento dessa bomba em alto mar já seria o suficiente para alertá-los do risco que estariam correndo.

Hiroshima, vista de cima, pelo mapa de satélite

Depois de 3 dias, em 9 de agosto de 1945, um novo ataque veio e a segunda bomba atômica explodiu na cidade de Nagasaki, matando mais dezenas de milhares de pessoas. Com essa segunda investida, o governo japonês, incapaz de continuar e desperdiçar mais vidas com futuras bombas, declarou rendição e se submeteu às condições impostas pelo governo norte-americano de que nunca mais praticariam e/ou apoiariam quaisquer outras guerras no futuro. E é exatamente o que eles fazem até hoje, sabia?

Que a lembrança desses terríveis eventos (assim como os do Holocausto nazista de Hitler) nunca sejam apagadas das memórias das gerações existentes e futuras, para que eles nunca mais se repitam. E para ter certeza de que você saiba aonde encontrar mais informações sobre essas tragédias, a revista Veja e o jornal O Globo fizeram duas reportagens especiais sobre o evento. Há ainda um link (em inglês) com informações detalhadas no Wikipedia. Faça a sua parte e informe-se sobre a história (trágica) da humanidade.

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Flashback!

10, June, 2005 Sem comentários

Que mané futuro o quê… De volta ao passado, por favor, McFly!

Sim, agora há uma literatura especializada em “clássicos, retrôs, vintages e outras saudades”. É a Revista Flashback, da Editora Abril. Muito boa, desde a primeira e eles já estão na quinta edição! E surpresa: nessa última vem um DVD, embora eu não tenha conseguido encontrá-lo à venda com a revista.

Nessa última edição eles realmente capricharam:

–> A Pantera Cor-de-Rosa
–> os 30 melhores momentos com o apresentador de TV mais querido da TV brasileira: Silvio Santos
–> Mariette
–> Guerra nas Estrelas
–> Cigarrinhos de chocolate Pan e mais uma pancada de coisas!

É, eu sou realmente doido pelos anos 80!

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Adeus, Arrelia

23, May, 2005 2 comentários

O palhaço Arrelia Waldemar Seyssel era o palhaço Arrelia O palhaço Arrelia

Morreu na manhã desta segunda-feira, 23 de maio, o ator Waldemar Seyssel. Talvez você não conheça o Waldemar pelo seu nome real, mas sim pelo nome artístico: Palhaço Arrelia.

Não cheguei a conhecê-lo pessoalmente, mas sei que foi o mais antigo palhaço brasileiro. Clique aqui para conhecer mais sobre o Arrelia.

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Eu quero apenas

14, March, 2005 4 comentários

Essa música a seguir meu falecido pai cantava pra mim quando eu era criança. Recentemente, uma amiga recebeu dele uma mensagem e ele pediu pra que eu sempre me lembre desta música. Compartilho aqui a letra com vocês:

Eu quero apenas
(Roberto Carlos)

Eu quero apenas olhar os campos
Eu quero apenas cantar meu canto
Eu só não quero cantar sozinho
Eu quero um côro de passarinhos

Refrão
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar
Eu quero ter 1 milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar

Eu quero apenas um vento forte
Levar meu barco no rumo norte
E no caminho, o que eu pescar
Quero dividir quando lá chegar

Refrão
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar
Eu quero ter 1 milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar

Eu quero crer na paz do futuro
Eu quero ter um quintal sem muro
Quero meu filho pisando firme
Cantando alto, sorrindo livre

Refrão
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar
Eu quero ter 1 milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar

Eu quero o amor decidindo a vida
Sentir a força da mão amiga
O meu irmão com sorriso aberto
Se ele chorar, quero estar por perto

Refrão
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar
Eu quero ter 1 milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar

Venha comigo olhar os campos
Cante comigo também meu canto
Eu só não quero cantar sozinho
Eu quero um côro de passarinhos

Refrão
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar
Eu quero ter 1 milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar

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Vá em paz, Dona Benta!

10, March, 2005 1 comentário

Passou para o outro lado uma das pessoas mais conhecidas que interpretou um personagem de Monteiro Lobato: Zilka Salaberry será sempre lembrada pelo papel que lhe deu projeção nacional, a Dona Benta.

Sempre me lembrarei dela, porque assisti durante anos seguidos os episódios do Sítio e sempre gostei dela conversando com a Tia Nastácia, interpretada pela também falecida atriz Jacira Sampaio. Agora, elas irão juntas comer bolinhos e relembrar os bons tempos de quando estavam no Sítio. Vá em paz, Dona Benta… Vá em paz, Zilka Salaberry.

Morre aos 87 anos a atriz Zilka Salaberry, a Dona Benta

O Globo
GloboNews TV

Zilka Salaberry por 11 anos foi a Dona Benta na primeira versão para a TV do Sítio do Pica-Pau AmareloRIO – Morreu na madrugada desta quinta-feira no Rio de Janeiro a atriz Zilka Salaberry, de 87 anos. Ela estava internada desde o dia 15 de fevereiro e sofria de insuficiência renal, infecção urinária e desidratação. O corpo está sendo velado na capela 7 do Cemitério do Caju e deverá ser cremado na sexta.

A carioca Zilka Salaberry de Carvalho era formada em economia, mas exerceu a profissão por apenas quatro dias. Bisneta, neta e filha de atores, ela logo se refugiu nos palcos. Durante dez anos, participou do Teatrinho Troll, no qual interpretava uma bruxa. Em 1936, fez seu primeiro trabalho profissional como atriz, no filme “Cidade-mulher”, de Humberto Mauro. Sua estréia na TV foi em 1957, com a novela “A canção de Bernadete”. Mas apenas dez anos depois, com a novela “A rainha louca”, ela chegaria à TV Globo, onde fez seus trabalhos mais importantes.

Foi com a inesquecível Dona Benta, personagem criada por Monteiro Lobato e materializada no “Sítio do Picapau Amarelo” que cativou os corações de crianças por todo o país. A personagem esteve presente em todos os episódios dos onze anos que durou a primeira versão da série infantil.

Zilka participou também das novelas “Irmãos Coragem”, O casarão” e “O bem-amado”. Seu último papel na TV foi em 2002, na novela “Esperança”, de Benedito Ruy Barbosa. No mesmo ano, ela fez uma participação no filme “Xuxa e os Duendes 2″.

Zilka não se achava capaz de fazer Dona Benta

Há três anos, Zilka Salaberry encontrou com a atriz Nicette Bruno para falar sobre Dona Benta, já que a atriz interpretaria o papel que durante dez anos foi de Zilka.

- Nicette vai ser uma dona Benta tão risonha… Vou vê-la com o maior prazer, sabendo que nosso ‘Sítio’ fez as pessoas sonharem com coisas lindas e que o novo também vai fazer a nova geração sonhar, só que com as coisas de que ela gosta – disse na época Zilka em entrevista ao jornal “O Globo”.

Zilka contou que jamais imaginou o sucesso que Dona Benta faria, simplesmente porque se julgava incapaz de viver a personagem criada por Monteiro Lobato.

- Dona Benta é um milagre; tive pavor no começo. Durante toda a minha vida, eu praticamente só fiz bruxas. E aquela não era minha maneira de ser: sou agitada. Sempre que alguém imaginava dona Benta, era como uma mulher cinzenta, de roupa preta, xalezinho. Eu disse à equipe na época: a dona Benta é uma mulher felicíssima, vive cercada pelos netos, mora numa fazenda, come o que há de melhor, só pode ser cor-de-rosa, cheia de saúde! Todos concordaram.

Zilka, que colecionou transgressões ao longo da vida, como ser a primeira mulher a tirar a roupa no palco no Brasil, nos anos 50, e ser hippie antes de o movimento virar moda, se dizia uma avó tão moderna quanto a que o novo “Sítio” mostrou. Ela adorava os jogos de computador e dificilmente parava em casa. Mas não deixava de sentir saudades de sua famosa personagem.

- Algumas pessoas até hoje choram quando me encontram. E quando querem elogiar algum trabalho meu, dizem coisas do tipo: ‘Dona Benta, a senhora estava ótima como uma cafetina na minissérie ’Teresa Batista’!’ Agora, estou entregando o bastão. Daqui a pouco ninguém mais lembra que eu fiz dona Benta. Mas éramos uma família. As crianças me chamavam de vó – lembrava Zilka.

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