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Em algum lugar do passado…
Publicado por Daniel Neto e arquivado em Lembrancas, Pessoal, tags: Pessoal
Venho me lembrando de cantigas de roda antigas desde que o palhaço Carequinha morreu, na semana passada. Algumas são realmente muito bacanas e que eu escutava com frequência em minha infância. Compartilho com vocês algumas delas:
Fui na Espanha
Fui à Espanha
buscar o meu chapéu.
Ele é azul e branco,
da cor daquele céu.
Olha a palma, palma, palma.
Olha o pé, pé, pé.
Olha a roda, roda, roda,
Carangueijo peixe é.
Carangueijo não é peixe.
Carangueijo peixe é.
Carangueijo só é peixe
Lá no fundo da maré.
Samba crioula
que veio da Bahia,
pega a criança
e joga na bacia.
A bacia é de ouro
ariada com sabão
e depois de ariada
enxuga no roupão.
O roupão é de seda,
camisinha de filó.
Cada um pega seu par
e toma a benção da vovó.
Terezinha de Jesus
Terezinha de Jesus
De uma queda foi ao chão.
Acudiram três cavaleiros,
Todos três chapéu na mão.
O primeiro foi seu pai,
O segundo seu irmão.
O terceiro foi aquele
A quem Tereza deu a mão.
Pai Francisco
Pai Francisco entrou na roda
Tocando o seu violão
Bi–rim-bão bão bão, Bi–rim-bão bão bão !
Vem de lá Seu Delegado
E Pai Franciso foi pra prisão.
Como ele vem todo requebrado
Parece um boneco desengonçado.
Há muito mais músicas neste site aqui. Divirtam-se!
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Publicado por Daniel Neto e arquivado em Lembrancas, Pessoal, tags: Pessoal
Morreu na madrugada de hoje um dos ícones da cultura do circo brasileiro: o palhaço Carequinha. Em minha infância, tive a aoportunidade de assistir seu programa na TV e ter alguns de seus discos de histórias infantis. Inclusive, uma das músicas que me recordo é a que transcrevo abaixo:
Garibaldi foi à missa a cavalo sem espora
O cavalo tropeçou: Garibaldi pulou fora
E viva Garibaldi e Vitor Manuel
Comendo macarrão embrulhado no papel!
O Rigoni foi à missa num cavalo de corrida
Disparou logo na frente: ganhou logo de saída
E viva o Rigoni e toda a macacada
Que entrou nesse palpite e acertou na acumulada!
Outra que também só lembro o refrão que dá nome à música é a “Carneirinho carneirão”:
Carneirinho, carneirão-neirão-neirão,
Olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão:
Manda o Rei, Nosso Senhor, Senhor, Senhor
Para todos se ajoelhar.
Carneirinho, carneirão-neirão-neirão,
Olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão:
Manda o Rei, Nosso Senhor, Senhor, Senhor
Para todos se levantar.
Carneirinho, carneirão-neirão-neirão,
Olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão:
Manda o Rei, Nosso Senhor, Senhor, Senhor
Para todos se sentar.
Carneirinho, carneirão-neirão-neirão,
Olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão:
Manda o Rei, Nosso Senhor, Senhor, Senhor
Para todos se levantar.
Carneirinho, carneirão-neirão-neirão,
Olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão:
Manda o Rei, Nosso Senhor, Senhor, Senhor
Para todos se deitar.
Carneirinho, carneirão-neirão-neirão,
Olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão:
Manda o Rei, Nosso Senhor, Senhor, Senhor
Para todos se levantar.
Já fazia muita falta pois há anos deixou de se apresentar na televisão, dando lugar à uma programação que até hoje é fútil e sem conteúdo, berço de “celebridades” vazias e de brilho falso. Carequinha deixava bons exemplos de como respeitar e amar os pais, respeitar as pessoas na rua e na escola, dar “bom dia” e ser gentil com os mais velhos.
Vá em paz, grande palhaço do nosso Brasil. Que sua passagem por nossas vidas possa permanecer pra sempre em nossos corações.
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Publicado por Daniel Neto e arquivado em Familia, Lembrancas, Pessoal, tags: Pessoal

Andréa e eu, antes de começarmos a namorar, na minha formatura em 2000

Eu, meu irmão, minha mãe e meu pai em minha formatura
A vida é feita de momentos. Muitos deles são felizes. Aqui estamos nós num desses momentos felizes. Era a minha festa de formatura em algum período do ano 2000. Foi muito bacana, como você pode conferir pelos sorrisos. E sim, eu estava beeem mais magro e o cabelo começava a deixar mais rapidamente a minha cabeça. Boas lembranças são para ficar, com pessoas realmente especiais. Amo todos vocês com muita intensidade.
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Meu primeiro computador foi esse “trambolho” aí, o velho CP-500 da Prológica. Pra quem nunca ouviu falar, esse computador é um dos ancestral longínquo dos atuais PCs, com “rapidíssimos” 2MHz (apenas pra constar, os computadores de hoje têm um patamar de aproximadamente 3200 MHz ou 3.2GHz) e 48KB de memória RAM e 16KB de ROM para o interpretador BASIC embutido. É, você já aprendia a programar em BASIC naquela época, como a maioria dos outros computadores pessoais.
O CP-500 foi um computador desenvolvido em cima da arquitetura do padrão TRS-80 Modelo III, da norte-americana Radio Shack. Aliás, caso você ainda não tenha “pescado”: CP é de computador pessoal e o 500 é o modelo dele, porque também existiram os modelos 200, 300 e 400.
Esse computador entrou na minha vida meio que por acaso: eu estava completamente (ou quase: eu também queria ser piloto de helicóptero!) voltado para o lado de veterinária, principalmente depois de 1985 onde passamos a morar num sítio em Guarapari e tive a possibilidade de ter contato direto com muitos animais. Num belo dia de 1986, se não me engano, meu irmão mais velho foi morar conosco algum tempo depois de se formar em educação física na UFRJ. Ele havia trazido uma caixa grande, com um trambolho. No princípio, nem dei importância, mas já sabia que era o tal computador.
Tempos depois, eu perguntei pro meu pai se eu poderia usar aquele computador pra aprender alguma coisa e foi assim que o levamos pra casa. E daí em diante, nunca mais parei. Primeiro, devorei o manual do bicho de cima abaixo. Mas como era de se esperar de uma pessoa que nunca viu computador, eu não entendia quase nada porque era bastante complicado. Com um pouco de paciência e insistência e muitas cabeçadas, eu consegui aprender o suficiente pra poder entender algumas revistas que comprava nas bancas e pegava emprestado com amigos. E foi aí que descobri uma coisa interessante: eu era o diferente da turma!
Sim, enquanto eu tinha um CP-500, o restante da galera se maravilhava com TK-2000, TK-85, SX-Spectrum, Apple, Hotbit, Expert, CP-200, CP-300 e CP-400. Quem tinha a sorte de possuir um Hotbit ou um Expert era considerado o mais sortudo, porque esses dois bichinhos são as derivações brasileiras do conhecido MSX (acredite se quiser: MSX = MicroSoft eXtended). Mas continuando: eu pegava as tais revistas e via dicas, trechos de códigos em BASIC/Assembler e tentava introduzí-los no meu computador. Num primeiro momento, eu não entendia o motivo de dar erros constantes. Só depois descobri que os erros tinham motivos (manual tá ali pra isso): ou era porque os comandos digitados (sim, amigão: você copia da revista pro computador DIGITANDO!) eram incompatíveis com o CP-500 ou então era porque o meu computador era desprovido um componente importante: unidade de disco flexível, mais popularmente conhecido como drive de disquete. E não é o disquinho de 3½ polegadas que você tá acostumado, pequenininho e fácil de guardar em qualquer lugar. Eram os “enormes” 5¼ polegadas. Ah, sim: você aí já viu um disquete de 8 polegadas? Sim, ele já existiu…
Pra quem ainda sente saudade, acabei “lembrando” ontem de um trecho de código que é o mais básico: exibir todos os caracteres da memória do bicho. Lembrei porque ontem baixei um emulador pro TRS-80 Mod. III e acabou funcionando E bom “divertimento”!
10 CLS
20 FOR A = 1 TO 254
30 PRINT CHR$(A);
40 NEXT
Quem quiser saber mais, clique aqui, aqui para conhecer por dentro como era o CP-500 e até mesmo outros computadores de duas décadas passadas Olha que você poderá se surpreender! E sim, acabei encontrando um joguinho MUITO MANEIRO do CP-500 chamado BANHEIRO, que originalmente é OUTHOUSE. Aqui há uma telinha do bicho, pra vocês recordarem!

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Hoje pela manhã achei uma página que fala do antigo videogame que eu e meu irmão tivemos no início da década de 80: o Odyssey, que chegou ao Brasil pelas mãos da Philips. Era a verdadeira febre do momento, com gráficos e sons maravilhosos pra época. Pelo menos até o Atari aparecer e tomar o posto de videogame mais comprado!
Os jogos que mais tivemos a oportunidade de brincar foram os que vêm com o jogo (Interlagos / Fórmula 1 / Criptologic), Didi na Mina Encantada, Come-come I e II, Senhor das Trevas, Defensores da Liberdade, Comando Noturno, Alien e Acoplagem / Resgate. Às vezes, ficávamos horas na frente da TV jogando esses trecos. E não é que na tal da página existe link para poder baixar um emulador do videogame e quase todos os jogos? Pois é, até a capinha frontal dos jogos estão disponíveis para serem relembradas.
Vale a pena lembrar dessa verdadeira pérola dos anos 80, ainda mais que agora dá pra saber que o Come-Come e Senhor das Trevas TÊM vozes!
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