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	<title>EmbromAction &#187; Entrevistas</title>
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	<description>Ação na Embromação!</description>
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		<title>Entrevista: Francisco José</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 18:48:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dublagem]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Tomei a liberdade de reproduzir aqui a entrevista feita ao ator em dublagem Francisco José pelo Marco Antônio dos Santos, dono do blog &#8220;AIC: Dublagem com arte&#8220;, por achar que essa é uma entrevista que deve ser de conhecimento de todo fã de dublagem. Espero que gostem. 1 &#8211; Quais as outras profissões que você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://twitter.com/?status=Entrevista%3A+Francisco+Jos%E9+http%3A%2F%2Fwww.danielneto.com.br%2Fweblog%2F%3Fp%3D1510" class="retweet-anywhere" title="Retweet este post" rev="" rel="1510"><img src="http://www.danielneto.com.br/wordpress/wp-content/plugins/retweet-anywhere/images/retweet.png" alt="Retweet" /></a>
<p>Tomei a liberdade de reproduzir aqui a entrevista feita ao ator em dublagem <a href="http://www.danielneto.com.br/weblog/2006/07/19/francisco-jose/">Francisco José</a> pelo Marco Antônio dos Santos, dono do blog &#8220;<a href="http://aiccinematografica.blogspot.com/2010/01/entrevista-com-francisco-jose.html">AIC: Dublagem com arte</a>&#8220;, por achar que essa é uma entrevista que deve ser de conhecimento de todo fã de dublagem. Espero que gostem.</p>
<p><img src="/weblog/images/franciscojose-entrevista.jpg" border="0" title="O dublador Francisco José" alt="O dublador Francisco José"/></p>
<p>1 &#8211; Quais as outras profissões que você exerceu antes de ser ator/dublador ?</p>
<p>R: Tive outras profissões sabendo que seriam passageiras. Quando aparecesse a oportunidade de ser ator as profissões seriam abandonadas. Assim, fui aeroviário, comprador da Cosipa, jornalista (antes da regulamentação da profissão), assistente de vendas de uma indústria alimentícia. Em todas elas fui relativamente bem pago, mas o vírus já tinha me contaminado. Nos meus tempos de ginásio eu já era um tremendo agitador de teatro.<br />
<span id="more-1510"></span><br />
2 &#8211; Como foi percebendo que havia uma vocação artística dentro de você ?</p>
<p>R: Eu era estudante e já vivia metido com rádio. Onde eu morei, Poços de Caldas, também me meti a locutor de rádio, e dizem que eu não era tão ruim&#8230; A TV não tinha chegado lá ainda, mas eu ainda não tinha sido mordido pela mosca do teatro. Isso aconteceu quando fui transferido de cidade. Fui para um município do sul de Minas, que não tinha rádio, não tinha nada, Itanhandu,na época 5.000 habitantes mais ou menos. Então a agitação cultural da cidade era feita por nós, estudantes. Participei da fundação de um jornalzinho da cidade, me encarreguei do teatro do colégio, eu estava em todas.</p>
<p>3 &#8211; Quando e como você iniciou a sua carreira artística ?</p>
<p>R: Em 1958, terminado o ginásio, tive que voltar a São Paulo para iniciar minha vida adulta. Foi quando tive uma variedade de profissões. O artista ficou hibernando até 1965. Apareceu minha primeira oportunidade de trabalhar como ator. Após 2 meses de ensaio, a montagem da qual participaria foi proibida pela censura. Mas aí eu resolvi encarar a profissão. Fiz muitas radio-novelas para o interior, TV (saudosa TV Tupi). Participei da fundação de um grupo de teatro popular que existe até hoje em São Paulo, o TUOV. Em 1968, filmei um episódio de um seriado para a TV. A produção era de Ary Fernandes, o mesmo de O Vigilante Rodoviário. Só que era sobre a FAB. O seriado era Águias de Fogo e não teve o mesmo sucesso do Vigilante. Durante a filmagem eu soube que seria dublado. Insisti em me dublar. Foi um fiasco. Após não sei quantas tentativas, o Garcia Neto disse para mim: &#8220;- Meu filho, faça um favor para todos nós; fique fazendo só teatro; dublagem você não consegue&#8230;&#8221; Isso foi na Odil Fono Brasil. Então comecei a procurar um meio de poder ser aceito na AIC, para aprender a nova técnica. Fui recebido por Older Cazarré, que me guiou nos primeiros passos. E tantos outros. Vou tentar não cometer nenhuma injustiça omitindo nome de alguém. Também me deram dicas preciosas: Flávio Galvão, Ézio Ramos, Wilson Ribeiro, Ary de Toledo, Olney Cazarré, Aldo César, Dráusio de Oliveira, Líbero Miguel, José Soares, Sergio Galvão, Batista Linardi&#8230; Muitos ainda por aqui, outros já foram para o andar de cima&#8230;</p>
<p>4 &#8211; Como você imaginaria, com a atual tecnologia, a dublagem dos dubladores da AIC ?</p>
<p>R: Se naquela época houvesse a tecnologia atual, a dublagem seria imbatível. Qualquer profissional só poderia ser assim, considerado se tivesse passado pela AIC.</p>
<p>5 &#8211; O que melhorou atualmente na dublagem ?</p>
<p>R: Na dublagem atual, aparentemente, melhorou a rapidez. Só. Interpretação nula. Emoção zero. Se você assistir a um filme dublado, já viu todos. As interpretações são mecânicas, sem alma. Qualidade? O que é isso? Hoje o investimento para se montar uma dubladora é bem menor. Mas tem-se que entrar na disputa de mercado e aí vira uma guerra, com todos querendo tirar vantagem&#8230; e todos perdendo.</p>
<p>6 &#8211; O chefe Sharkey, da série Viagem ao Fundo do Mar, foi o seu primeiro personagem fixo ? Como você foi indicado ?</p>
<p>R: Eu fiz vários convidados e o chefe Sharkey não foi meu primeiro fixo. Meu primeiro fixo foi num seriado, que também não aconteceu, &#8220;Cidade das Ilusões&#8221;. O chefe Sharkey me foi dado pelo Dráusio de Oliveira. É que o Garcia Neto estava sendo reintegrado na AIC, por ordem judicial. E o reencontro com o Garcia foi muito engraçado, porque eu já tinha mudado de cara e já fazia tempo do episódio de Águias de Fogo. Garcia Neto foi um dos grandes amigos que fiz na vida; a amizade só foi interrompida porque ele teve que passar para o andar de cima. Muita saudade&#8230;</p>
<p>7 &#8211; E a sua carreira na Herbert Richers ?</p>
<p>R: É um engano pensar que eu fiz carreira na Herbert Richers. Ainda em São Paulo, passei pela Álamo, Odil Fono Brasil e uma tentativa que houve de erguimento da profissão na COM-ART. Esta tentativa não foi bem sucedida porque na época em nossa ingenuidade quisemos fazer tudo às claras demais. Enquanto as poucas casas de São Paulo se recusavam a fazer o pagamento-hora, a COM-ART implantou-o, apesar da campanha violenta de descrédito, principalmente pelos dirigentes da Álamo e de alguns membros da categoria que diziam que o &#8220;pagamento-hora iria quebrar as empresas&#8221;. Com a quebra da COM-ART, por motivos outros, não havia mais trabalho para mim em São Paulo. Foi então comunicado a outro grande amigo que eu tinha feito no meio, Marcos Miranda, a minha situação. Herbert Richers foi cientificado e disse que, desde que eu não viesse ao Rio apenas por um tempo, eu teria emprego garantido em sua empresa. Eu vim para o Rio e em menos de 6 meses tinha conseguido trazer toda minha familia, esposa e três filhos. A relação que tive com Herbert Richers foi pautada pelo maior respeito e lealdade. Fiz bons trabalhos lá. Como dublador destacaria: &#8220;Uma Cilada para Roger Rabbitt&#8221;, &#8220;Contratempos&#8221;, &#8220;Thundercats&#8221;, &#8220;Ursinhos Gummi&#8221;, &#8220;Silverhawks&#8221;, e várias miniséries. Como diretor de dublagem também fiz muitas miniséries e alguns longa metragens. Destacaria: todos os episódios de &#8220;Loucademia de Polícia&#8221;, &#8220;Cuidado com as Gêmeas&#8221;, &#8220;Uma Linda Mulher&#8221;, &#8220;Aventureiros do Bairro Proibido&#8221;, &#8220;Colors, as Cores da Violência&#8221;, &#8220;Henrique V&#8221;. Quando estava para completar 10 anos de casa, é claro que tive que ser demitido. Fui então convidado para ser diretor exclusivo da VTI. Como a relação não era de respeito como a que eu tinha na Herbert Richers, eu me demiti, após 7 meses, onde não trabalhei, apenas &#8220;cumpri pena&#8221;. Mesmo assim, posso me orgulhar pela direção de dublagem, inclusive escalação de elenco fixo, do primeiro ano de &#8220;Arquivo X&#8221;. E nesse tempo em que &#8220;cumpri pena&#8221; ainda dirigi mais dois seriados, &#8220;Deep Space Nine&#8221; (uma continuação de Jornada nas Estrelas) e &#8220;Os Novos Intocáveis&#8221;, série que foi reprisada &#8220;n&#8221; vezes no Universal Channel. Quando me demiti da VTI, fui chamado de novo à Herbert Richers. Aceitei, desde que fosse apenas para dublar. Mas nao tardaria convite para dirigir em outra empresa do Rio, a Cinevideo. Eu trabalhava como diretor de dublagem em uma empresa e como dublador na outra. Mas o meu tempo maior era absorvido pela direção. Aí dirigi um seriado que foi acompanhado pelo representante da Warner, &#8220;Histeria&#8221;. Recebi elogios da Warner e da direção da Cinevideo. Quando a saúde de Herbert Richers começou a decair, fui desligado de sua empresa por comum acordo. Isso em 2003. Em 2005 foi a vez da minha saúde reclamar. Tive problemas circulatórios que por pouco apressam minha ida para o andar de cima. Requeri minha aposentadoria e ficaria dublando agora mais por hobby. Mas veio a forte pressão para cessão de direitos de intérprete. Como me recusei a ceder, minha entrada foi proibida nos estúdios.</p>
<p>8 &#8211; Quais são as tuas atividades profissionais atualmente ?</p>
<p>R: Aposentado e com a saúde parcialmente recuperada, fui convidado a entrar em novo ramo: o livro falado. É o que estou fazendo atualmente. Dirigi várias gravações de audio-livros para a Bienal do Livro, aqui no Rio de Janeiro. Felizmente foi um sucesso total. Agora estou tentando viabilizar a gravação de um texto de autor paulista, muito amigo meu, desde 1965. Vai dar certo? Não sei&#8230; ainda.</p>
<p>9 &#8211; Que aprendizado você teve, após tantos anos da tua carreira ?</p>
<p>R: Se você acreditar, se a causa for justa, se o trabalho for honesto, o sucesso virá. Eu me orgulho muito dos amigos que fiz em toda minha caminhada. Se pude ajudar iniciantes, o fiz sempre com o coração aberto. Valeu a pena? É claro que valeu. Faria de novo? Faria tudo. Exatamente como fiz.</p>
<p>10 &#8211; Há pouquíssimos registros sobre a dublagem no Brasil, você vivenciou várias etapas, nunca pensou em escrever um livro de memórias ?</p>
<p>R: Há pessoas que também viveram os fatos narrados e estão vivas por aí para testemunhar. Eu mantive um blog durante algum tempo e pretendia contar fatos, alguns engraçados, outros tristes, dos quais participei. Quando meu amigo Francisco Borges foi para o andar de cima, eu decretei a morte do meu blog. Certamente, tenho algumas histórias do meu tempo de AIC. De vez em quando, pretendo ocupar sua paciência contando-as. Afinal, o projeto de vida já existia há tempos, mas foi lá que foi pavimentada a estrada para a trajetória.</p>
<p>***Agradecemos ao dublador e amigo Francisco José Correa por este pequeno depoimento***</p>
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		<title>Entrevista: Luiz Nunes</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 16:53:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dublagem]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, pessoal. Depois de muito tempo, volto a escrever por aqui. A boa notícia que trago é que consegui entrevistar uma pessoa muito bacana que é o ex-dublador paulista Luiz Nunes, responsável por dublar ninguém menos que o herói nipônico de milhares de brasileiros na década de 1980: Spectreman! Luiz Nunes emprestou sua voz para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://twitter.com/?status=Entrevista%3A+Luiz+Nunes+http%3A%2F%2Fwww.danielneto.com.br%2Fweblog%2F%3Fp%3D1271" class="retweet-anywhere" title="Retweet este post" rev="" rel="1271"><img src="http://www.danielneto.com.br/wordpress/wp-content/plugins/retweet-anywhere/images/retweet.png" alt="Retweet" /></a>
<p>Olá, pessoal. Depois de muito tempo, volto a escrever por aqui. </p>
<p>A boa notícia que trago é que consegui entrevistar uma pessoa muito bacana que é o ex-dublador paulista <strong>Luiz Nunes</strong>, responsável por dublar ninguém menos que o herói nipônico de milhares de brasileiros na década de 1980: <strong>Spectreman</strong>!</p>
<p><strong>Luiz Nunes</strong> emprestou sua voz para o herói que fez o maior sucesso entre a garotada. Hoje, há mais de duas décadas afastado das dublagens, é fundador da <a href="http://www.diretivapublicidade.com.br/" title="Diretiva Publicidade">Diretiva Publicidade</a> em Campinas (SP). Mais informações sobre sua atual profissão podem ser encontradas <a href="http://www.razaohumana.com.br/consultor/22/luiz-nunes" title="Razão Humana: consultor Luiz Nunes">neste website</a>. Luiz Nunes também é cronista no website <a href="http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=4786" title="Recanto das Letras: Luiz Nunes - Perfil">Recanto das Letras</a>.</p>
<p>Acreditem ou não, ele me confidenciou que foi com o salário da dublagem do seriado Spectreman que o ajudou a criar seu filho, Luiz Augusto, que é afilhado do saudoso dublador <strong>Marcelo Gastaldi Junior</strong>.</p>
<blockquote><p>
<img src="/weblog/images/luiznunes-entrevista2.jpg" title="O ex-dublador, e agora empresário da publicidade, Luiz Nunes. Foto: Website Recanto das Letras" title="O ex-dublador, e agora empresário da publicidade, Luiz Nunes. Foto: Website Recanto das Letras" border="0" align="left" valign="center" /></p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Como você começou sua profissão de dublador / ator em dublagem?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Eu era ator amador em Marília, interior de SP, e fui para a capital São Paulo de janeiro de 1973 com o objetivo de estudar e ser profissional. Dublagem foi uma das primeiras alternativas remuneradas que consegui, a princípio como bico.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Quem foram as pessoas que te incentivaram no início?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) <strong>Olney Cazarré</strong>, <strong>Marcelo Gastaldi</strong>, <strong>Silmara Naggy</strong>.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Quais são seus ídolos na dublagem?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Dubladores? Muitos. <strong>Garcia Neto</strong>, por exemplo&#8230; <strong>Marcelo Gastaldi</strong> chegou a ser meu compadre também.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Não há muitas obras recentes dubladas com sua voz. Desde quando você está afastado da dublagem?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Rapaz, parei em 1982. O único remanescente que ouço falar é o próprio Spectreman.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Mesmo seguindo nessa nova carreira, não pensaria em voltar a dublar?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Gostaria sim. Era muito envolvente, cansativo mas extremamente prazeiroso. Cheguei a fazer algumas penas coisas, narração por exemplo, depois que encerrei esta fase.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Se você pudesse estar novamente uma bancada de dublagem, qual seriam os colegas que estariam nela com você?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Olha, tem um colega que está na ativa, no Rio de Janeiro, o <strong>Chico José</strong>, que tambem estava no elenco do Spectreman.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Com o advento da internet, muitos fãs já chegaram a se corresponder com você?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Surpreendente esta ferramenta. Muitas pessoas me descobriram e me deram a alegria de saber que não fui esquecido.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) O seriado Spectreman foi um sucesso de audiência dentro e fora do Brasil. Em sua opinião, a que se deve esse sucesso?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Os seriados japoneses tinham uma visão fantásticamente fantasiosa da realidade. O Spectreman era um herói preocupado com aquilo que hoje virou moda, o meio ambiente. Era bacana como, em liguagem exagerada, procurava impressionar as novas gerações a respeito desta e de outras responsabilidades para com o mundo.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Existe algum episódio de Spectreman que foi marcante para você?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Acredito que o último. Estava gravando e já sentindo saudade. Nem me lembro de detalhes em algum deles.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Na época, a dublagem do seriado fora feita nos estúdios da Com-Arte. Esse estúdio existe ainda hoje ou você não tem notícias?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Com-Art era uma empresa em estilo cooperativista. Cooperativa Mista de Artistas e Técnicos Ltda, uma empresa que fundamos a partir de uma grande greve de dubladores, em 1978. Nosso grupo, liderado por <strong>Osmiro Campos</strong>, <strong>João Angelo</strong>, <strong>Gastaldi</strong>, eu&#8230; Praticamente os que acabaram formando o elenco principal do Spectreman, produzia teatro, formava atores, modelos&#8230;. E fechou as portas no inicio de 1983, por não resistir a uma maxi-desvalorização da moeda corrente da época. Importamos muitos equipamentos para montagem de um estúdio, em dólar e, de um dia ara o outro, o então Ministro da Fazenda Delfin Netto mexeu na economia e o dinheiro brasileiro que custava apenas 1 dólar passou a custar algo próximo de 10 a 12 dólares. Quebramos.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Quais integrantes do elenco de dublagem do seriado que você ainda mantém contato?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) <strong>Osmiro Campos</strong> e <strong>Francisco José</strong>. Gastaldi morreu e os demais nem sei.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Quais são as virtudes em comum entre você e o herói Spectreman?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Tento ser consciente dos meus deveres como cidadão e sou romantico. Acredito que um dos motivos da escolha da minha voz tenha sido o tom romântico que me é peculiar.</p>
<p><img src="/weblog/images/luiznunes-entrevista1.jpg" title="O ex-dublador, e agora empresário da publicidade, Luiz Nunes. Foto: Website Razão Humana" title="O ex-dublador, e agora empresário da publicidade, Luiz Nunes. Foto: Website Razão Humana" border="0" align="right" valign="center" /> </p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Se fosse possível dar um conselho ao Spectreman, qual você daria?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Seja menos romântico. Acho que não teria nada a aconselhar, objetivamente.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Lembro-me vagamente de ouvir sua voz em rápida participação em dois episódios do Pica-pau. Chegou a conhecer o <strong>Garcia Neto</strong>, <strong>Dolores Machado</strong> e o <strong>Garcia Junior</strong>? E o irmãos <strong>Older e Olney Cazarré</strong>?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Todos eles, dublamos muitas obras preciosas juntos.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Muitos dos dubladores do seriado Chaves também foram dubladores do seriado Spectreman. Foram dublados na mesma época?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Não. O Chaves já foi um trabalho feito pela MAGA, produtora que o <strong>Marcelo Gastaldi</strong> fundou logo após o fim da COM-ART.</p>
<p><font color="red">Daniel Neto</font>) Agradeço imensamente sua colaboração na realização desta entrevista e sei que seu tempo é precioso, por estar dirigindo uma agência de publicidade. Poderia deixar uma mensagem final aos fãs do seriado Spectreman?<br />
<font color="blue">Luiz Nunes</font>) Minha mensagem pode até ser confundida com muitas por aí. Desejo que a fantasia dos seriados não sejam motivo de alienação para ninguém. Que enxergassem que o país, o planeta, está precisando de atitudes e não apenas de contestações verborrágicas. É preciso se conscientizar que os Goris de hoje estão na presidência da republica, nos governos estaduais&#8230; Se lixando para o nosso bem estar. Preocupados apenas com quantos milhões irão embolsar a cada lei aprovada. Minha mensagem é de que somos responsáveis por isso tudo e não vai haver nenhum Spectreman para limpar a nossa barra depois que votarmos e elegermos este povo. Desculpe se ofendo sua opção de vida e filosofia partidária. Se quiserem ler textos meus acessem <a href="http://www.webartigos.com/authors/56/Luiz-Nunes" title="Web Artigos">WebArtigos</a>.</p></blockquote>
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		<title>Entrevista: Silvio Navas</title>
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		<pubDate>Tue, 30 May 2006 17:33:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dublagem]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, pessoal. Trago pra vocês, depois de bastante tempo, mais uma entrevista. Dessa vez, tive a oportunidade de entrevistar o dublador Silvio Navas, que é dono de uma voz poderosa e ao mesmo tempo um sujeito muito amigável. Morando atualmente na cidade paulista de Santos, Silvio me contou um pouco de sua vida dentro e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://twitter.com/?status=Entrevista%3A+Silvio+Navas+http%3A%2F%2Fwww.danielneto.com.br%2Fweblog%2F2006%2F05%2F30%2Fentrevista-silvio-navas%2F" class="retweet-anywhere" title="Retweet este post" rev="" rel="1037"><img src="http://www.danielneto.com.br/wordpress/wp-content/plugins/retweet-anywhere/images/retweet.png" alt="Retweet" /></a>
<p>Olá, pessoal.</p>
<p>Trago pra vocês, depois de bastante tempo, mais uma entrevista. Dessa vez, tive a oportunidade de entrevistar o dublador <strong>Silvio Navas</strong>, que é dono de uma voz poderosa e ao mesmo tempo um sujeito muito amigável. Morando atualmente na cidade paulista de Santos, Silvio me contou um pouco de sua vida dentro e fora da dublagem, além de nos presentear com duas fotos e <a href="##utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed" title="Video de Silvio Navas feito por 2 fãs" onClick="MM_openBrWindow('/weblog/videos/silvionavas.htm','silvionavas','scrollbars=no,width=460,height=380')"> um vídeo</a>, este último concedido a dois outros fãs que estiveram pessoalmente com ele. Se você quiser saber mais informações sobre o Silvio, <a href="/weblog/2004/08/18/silvio-navas/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed" title="EmbromAction - Silvio Navas">clique aqui</a>.</p>
<p>Leia a entrevista, na íntegra, abaixo. Bom divertimento!</p>
<blockquote><p>
<font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Há quanto tempo você é ator em dublagem?</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Há uns 42 anos.</p>
<p><font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Quais são os trabalhos que mais lhe marcaram?</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Pelo que dizem os fãs: Mumm-ra (ThunderCats), OS SMURFS (Papai Smurf, Vaidoso e Fazendeiro), Bender, Marlon Brando em &#8220;O Poderoso Chefão&#8221;, Joe Pesce em &#8220;Esqueceram de Mim I e II&#8221;. Eu ainda fico com os quatro filmes falados de Charlie Chaplin.</p>
<p><font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Hoje você dubla em Santos/Sampa. Sente saudade de dublar no RJ?</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Em Santos eu não dublo, pois não me dou com o Pedro, dono da DPN. Não me pergunte por que&#8230; Mas sinto saudade de dublar no RIO. Também não me pergunte por que&#8230;</p>
<p><font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Muitos fãs de dublagem adoram o Mum-ra dos Thundercats. Você gostou deste trabalho?</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Foi um trabalho interessante, apesar de cansativo. Gostei de ter feito o vilão.</p>
<p><font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Se tivesse uma oportunidade, qual ou quais trabalhos você gostaria de refazer?</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Acho que todos esses que falamos até aqui. Na verdade gostaria de redublar todos que se encaixassem em minha voz.</p>
<p><font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Há a impressão que os dubladores &#8220;das antigas&#8221; aparentemente sumiram. Isso deve-se à saturação de profissionais no mercado?</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Já ouviu falar de uma coisa chamada morte? Acontece até nas melhores famílias. Não acho que o mercado esteja saturado. O que sinto é o aproveitamento dos mesmíssimos dubladores pra qualquer coisa.</p>
<p><font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Quem são seus ídolos na dublagem?</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Taí uma coisa difícil de se dizer. São tantos! Mas vou citar um nome só por desencargo de consciência: Meu amigo, <strong>Borges de Barros</strong> (um beijo pra ele).</p>
<p><font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Com quem você gostaria de dividir uma bancada de dublagem mais uma vez?</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Hoje em dia não se divide mais bancada (INFELIZMENTE), mas gostaria de um fogo cruzado com o <strong>Borges de Barros</strong>. Nós dois nunca tivemos uma grande cena na mesma produção. Sempre que chamaram a ele, não me chamaram e vice-versa.</p>
<p><font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Há muitos fãs que gostariam de seguir os passos dos seus ídolos em questão de dublagem. Qual seu conselho para eles?</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Se entregar, de corpo e alma , no trabalho e não se furtar nunca de dar seu melhor. Agora, os conselhos à respeito da forma de dublar é só vir fazer o curso comigo&#8230; rsrsrsrs</p>
<p><font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Quando você não está dublando, o que está fazendo? Como é o dia-a-dia do Silvio Navas fora da dublagem?</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Sou colecionador de selos, moedas e cédulas. Compro, vendo e troco.</p>
<p><font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Cite, caso haja, dubladores que você teve a oportunidade de &#8220;lançar&#8221; e que hoje são conhecidos do grande público.</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Duas vezes já vi entrevistas com dubladores, dizendo que começaram ou foram &#8220;lançados&#8221; por outro que não eu, o que me assustou (eu jurava que tinha sido eu). Portanto não vou citar nomes. Se um dia eles se lembrarem, quem sabe, eles dirão.</p>
<p><font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Você dublou o Dudu (comedor de hambúrguer) do desenho Popeye. Será que você se lembra dos outros dubladores (além do Orlando Drummond) do elenco do desenho (Brutus, Olívia, Gugú, Bruxa do Mar, Dureza)?</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Sei que antes de mim quem dublava o Gugú era o <strong>João Jaci</strong> (pra Sampa o nome é <strong>JB</strong>, já falecido), Brutus foi o <strong>André Chapéu</strong>, Olívia foi a esposa do <strong>Paulo Gonçalves</strong> (que dublava Hawai 5.0), mas vou perguntar ao Hugo Kaiosama, que sabe tudo de dublagem, e ele fala contigo.</p>
<p><font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Você poderia disponibilizar uma foto atual sua?</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Claro que posso. Tô mandando anexo.</p>
<p><img src="/weblog/images/silvionavas01.jpg" title="Silvio Navas - foto pessoal de 17/07/2005" alt="Silvio Navas - foto pessoal de 17/07/2005" border="0"><br />
<font size="1">Silvio Navas &#8211; foto pessoal de 17/07/2005</font></p>
<p><img src="/weblog/images/silvionavas02.jpg" title="Silvio Navas - foto pessoal" alt="Silvio Navas - foto pessoal" border="0"><br />
<font size="1">Silvio Navas &#8211; foto pessoal</font></p>
<p><font color="#0000ff"><strong>Daniel Neto</strong></font>) Deixe uma mensagem para os seus fãs e fãs da dublagem brasileira.</p>
<p><font color="#ff0000"><strong>Silvio Navas</strong></font>) Eu já dei essa resposta numa entrevista. Pra ser condizente, vou repetí-la. &#8220;Bom, o que eu queria pedir a todos é o seguinte: Não deixem que a dublagem passe em branco. Quando virem um filme ou desenho animado, deixem os ouvidos bem aguçados. Quando terminar o divertimento dêem uma nota, pra vocês mesmos, na dublagem. Perguntem-se, se entenderam todas as sentenças, se as boquinhas estavam condizentes com o texto, se a interpretação estava adequada àquele filme ou desenho animado. Se vocês se sentirem menosprezados pela atenção que lhes deram na dublagem, tentem encontrar um veículo pra contar isso, mas, ao mesmo tempo, se vocês acharem que foram contemplados com um ótimo trabalho de dublagem passem e-mails, para esses veículos, dizendo do contentamento que tiveram ao verem um trabalho tão bem feito&#8221;.</p></blockquote>
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		<title>Entrevista: Miriam Ficher</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Nov 2004 20:57:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dublagem]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Nova entrevista para voc&#234;s! Tive a oportunidade de entrevistar a atriz e dubladora Miriam Ficher. Miriam &#233; conhecida por emprestar sua voz a personagens de desenhos animados, como a Lilica do desenho Tiny Toons e a Vaca de A Vaca e o Frango. Tamb&#233;m empresta sua voz para atrizes como Meg Ryan, Jodie Foster e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://twitter.com/?status=Entrevista%3A+Miriam+Ficher+http%3A%2F%2Fwww.danielneto.com.br%2Fweblog%2F2004%2F11%2F30%2Fentrevista-miriam-ficher%2F" class="retweet-anywhere" title="Retweet este post" rev="" rel="764"><img src="http://www.danielneto.com.br/wordpress/wp-content/plugins/retweet-anywhere/images/retweet.png" alt="Retweet" /></a>
<p>Nova entrevista para voc&ecirc;s! Tive a oportunidade de entrevistar a atriz e dubladora <strong>Miriam Ficher</strong>. Miriam &eacute; conhecida por emprestar sua voz a personagens de desenhos animados, como a Lilica do desenho Tiny Toons e a Vaca de A Vaca e o Frango. Tamb&eacute;m empresta sua voz para atrizes como Meg Ryan, Jodie Foster e Uma Thurman. Nesta entrevista, voc&ecirc; poder&aacute; conhecer um pouco mais dessa vers&aacute;til atriz. Confira!</p>
<blockquote>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto)</font></strong> Quem &eacute; a Miriam Ficher?</p>
<p><strong><font color="red">Miriam Ficher)</font></strong> Mulher, 40 anos, m&atilde;e de 2 gatinhas: B&aacute;rbara (12 anos) e Vict&oacute;ria (11 anos), dubladora.</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto)</font></strong> Quando voc&ecirc; come&ccedil;ou a trabalhar como atriz? E como dubladora?</p>
<p><strong><font color="red">Miriam Ficher)</font></strong> Aos 9 anos comecei a fazer pequenas participa&ccedil;&otilde;es em novelas (figura&ccedil;&atilde;o), depois de alguns testes e uma participa&ccedil;&atilde;o um pouco melhor na novela &#8220;O Grito&#8221;, fui contratada, aos 12 anos, para fazer a novela &#8220;Vejo a Lua No C&eacute;u&#8221;. Era um papel maravilhoso que lembro com muito carinho at&eacute; hoje. Depois disso fiz mais uma novela (&#8220;Locomotivas&#8221;), linha de show, teatro, cinema. Aos 13 anos recebi um convite para fazer um teste de dublagem para um seriado chamado &#8220;Fam&iacute;lia&#8221;. A diretora &Acirc;ngela Bonatti viu meu trabalho na TV e resolveu me chamar. Na &eacute;poca praticamente n&atilde;o havia crian&ccedil;as dublando, as vozes eram feitas por adultos e a &Acirc;ngela decidiu chamar uma menina da idade da personagem. Passei no teste e comecei a dublar na Peri Filmes, em 1977. O seriado era exibido na TV Bandeirantes.</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto)</font></strong> O mercado de dublagem est&aacute; receptivo a novos profissionais de dublagem?</p>
<p><strong><font color="red">Miriam Ficher)</font></strong> Renovar, absorver novos talentos &eacute; necess&aacute;rio sempre, mas no momento o mercado se encontra saturado, com pouco trabalho para veteranos e poucas oportunidades para os novos profissionais, o q n&atilde;o significa que n&atilde;o vale a pena tentar.</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto)</font></strong> Quais as maiores dificuldades de se dublar?</p>
<p><strong><font color="red">Miriam Ficher)</font></strong> O processo est&aacute; se tornando cada vez mais r&aacute;pido. &Eacute; preciso acompanhar isso, sem, no entanto, perder a qualidade.</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto)</font></strong> O dublador &eacute; ator mas nem todo ator &eacute; dublador. Essa frase &eacute; correta?</p>
<p><strong><font color="red">Miriam Ficher)</font></strong> Sim, assim como nem todo bom ator de teatro &eacute; bom em novela e vice-versa. A dublagem &eacute; uma especialidade do ator. Um &oacute;timo cardiologista, por exemplo, em geral n&atilde;o entende nada de ortopedia, ele &eacute; especializado em outra &aacute;rea.</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto)</font></strong> Qual a personagem que te cativou quando voc&ecirc; foi dubl&aacute;-la?</p>
<p><strong><font color="red">Miriam Ficher)</font></strong> A Jane (Tarzan &#8211; Disney)</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto)</font></strong> Se voc&ecirc; n&atilde;o fosse dubladora/atriz, que carreira profissional teria seguido?</p>
<p><strong><font color="red">Miriam Ficher)</font></strong> Psicologia. Cursei alguns per&iacute;odos na Uerj. &Agrave;s vezes me arrependo de n&atilde;o ter conclu&iacute;do.</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto)</font></strong> A dublagem brasileira &eacute; uma das mais, sen&atilde;o a mais, elogiada do mundo. Mas o profissional nem sempre &eacute; reconhecido. O que contribui para isso?</p>
<p><strong><font color="red">Miriam Ficher)</font></strong> A pouca valoriza&ccedil;&atilde;o da nossa l&iacute;ngua, talvez&#8230;</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto)</font></strong> Voc&ecirc; gostaria de ter trabalhado algum personagem que foi escalado para outra dubladora?</p>
<p><strong><font color="red">Miriam Ficher)</font></strong> Sinceramente&#8230; N&atilde;o cobi&ccedil;o trabalho alheio. rs,rs.</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto)</font></strong> Diga um dublador falecido que voc&ecirc; gostaria de poder ouvir e trabalhar novamente.</p>
<p><strong><font color="red">Miriam Ficher)</font></strong> Puxa. S&atilde;o tantos&#8230; Gualter de Fran&ccedil;a, Dario Louren&ccedil;o, Ronaldo Magalh&atilde;es, Andr&eacute; Filho, Marco Miranda, Cleonir (dos Santos), Paulo Flores, S&ocirc;nia Ferreira, Magalh&atilde;es Gra&ccedil;a, Turelli, Prado&#8230;</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto)</font></strong> Deixe uma mensagem aos f&atilde;s de dublagem.</p>
<p><strong><font color="red">Miriam Ficher)</font></strong> Quando fui pela primeira vez a um evento de anime fiquei maravilhada e emocionada com o carinho e a import&acirc;ncia dada aos dubladores. A partir daquele momento, percebi a responsabilidade que a gente tem ao dublar. Espero corresponder sempre a esse carinho. Por isso, quando estou muito cansada e sem energia no est&uacute;dio, lembro de voc&ecirc;s para retomar a for&ccedil;a e n&atilde;o deixar a peteca cair. Obrigada mesmo por toda energia positiva e todo carinho de voc&ecirc;s. Beijosssss, Miriam</p></blockquote>
<p><a href="/weblog/2004/08/25/miriam-ficher/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed" title="Dubladora Miriam Ficher" target="miriamficher">Clique aqui</a> e confira mais sobre a Miriam Ficher e sobre <a href="/weblog/category/dublagem/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed" title="Dublagem" target="dublagem">dublagem</a>!</p>
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		<title>Entrevista: Guilherme Briggs</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2004 19:44:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dublagem]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de muito tempo tentando, finalmente consegui mais um entrevistado. Dessa vez, apresento-lhes o dublador, que já teve a oportunidade de ser homenageado em outra categoria (Dublagem): Guilherme Briggs. Guilherme é dublador e constantemente aparece em nossa casa, geralmente dublando aquele personagem de desenho animado bem engraçado e/ou espalhafatoso. Quando não, ele dá a voz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://twitter.com/?status=Entrevista%3A+Guilherme+Briggs+http%3A%2F%2Fwww.danielneto.com.br%2Fweblog%2F2004%2F11%2F11%2Fentrevista-guilherme-briggs%2F" class="retweet-anywhere" title="Retweet este post" rev="" rel="750"><img src="http://www.danielneto.com.br/wordpress/wp-content/plugins/retweet-anywhere/images/retweet.png" alt="Retweet" /></a>
<p>Depois de muito tempo tentando, finalmente consegui mais um entrevistado. Dessa vez, apresento-lhes o dublador, que já teve a oportunidade de <a href="/weblog/2004/10/14/guilherme-briggs/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed" title="Galeria de personagens do Guilherme Briggs" target="galeria-guilhermebriggs">ser homenageado</a> em outra categoria (<a href="/weblog/category/dublagem/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed" title="Categoria Dublagem" target="danielneto-dublagem">Dublagem</a>): <strong>Guilherme Briggs</strong>.</p>
<p>Guilherme é dublador e constantemente aparece em nossa casa, geralmente dublando aquele personagem de desenho animado bem engraçado e/ou espalhafatoso. Quando não, ele dá a voz a personagens sérios de filmes de ação e/ou suspense, aparecendo também nos de comédia. Curtam a entrevista!</p>
<blockquote>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto:</font></strong> Quem é o Guilherme Briggs?</p>
<p><strong><font color="red">Guilherme Briggs:</font></strong> O Guilherme é uma pessoa que é movida pelo amor: da sua família, pelo amor à Arte e Ciência e pelo aprendizado. Meio reservado às vezes, parece até um bichinho na ostra, mas quando se solta é uma explosão de alegria. Tem sua profissão de dublador como um verdadeiro caldeirão de aprendizados e experiências humanas. A encara de uma respeitosa, séria e extremamente apaixonada e incondicional. Tem um carinho enorme por seus colegas de ofício. De vez em quando fica meio isolado dos amigos, quietinho, no seu canto, por conta do trabalho e de sua natureza tranqüila e de ermitão mesmo, mas jamais esquece quem ama e guarda todos no coração com muito carinho. Distraído, espontâneo, é motivo de muitas risadas por parte de quem lhe conhece, devido ao seu jeito aéreo e pelas maluquices e brincadeiras que tem uma predileção toda especial de fazer. Tem uma vontade enorme de agradar, de dar carinho para as pessoas, de tratar a todos como se fossem seus amigos queridos, de fazê-las rir muito, mas reconhece que na maioria das vezes isso, infelizmente, não é possível. O Guilherme sempre foi muito preocupado com a posição da Humanidade neste planeta, sua conduta, ações e seus conceitos, com a eterna lei do retorno e do equilíbrio da Natureza. E pra finalizar, só posso falar que ele ama Deus e tem por ele um profundo carinho de filho: lamentando pelos erros e tentando melhorar aos olhos do pai sempre.</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto:</font></strong> Quando você começou a trabalhar como ator? E como dublador?</p>
<p><strong><font color="red">Guilherme Briggs:</font></strong> Comecei na empresa VTI Rio. Eu comecei a estagiar lá e depois nunca mais parei de dublar. Meu primeiro personagem principal foi o Tenente Worf, o Klingon de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração. Imagine um fã como eu dublando este personagem&#8230; nossa, fiquei emocionadíssimo, tremendo de nervoso! Atualmente não estou mais na VTI, mas trabalho nas várias empresas de dublagem do Rio (<a href="http://www.doublesound.com.br/" title="Site do estúdio de dublagem Double Sound" target="doublesound">Double Sound</a>, <a href="http://www.wanmacher.com/" title="Site do estúdio de dublagem Wan Macher" target="wanmacher">Wan Macher</a>, Cinevídeo, <a href="http://www.herbertrichers.com.br/" title="Site do estúdio de dublagem Herbert Richers" target="herbertrichers">Herbert Richers</a>&#8230;) e em especial na <a href="http://www.delart.com.br/" title="Site do estúdio de dublagem Delart" target="delart">Delart</a>, onde dirijo (e traduzo alguns projetos meus) também.</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto:</font></strong> O mercado de dublagem está receptivo a novos profissionais?</p>
<p><strong><font color="red">Guilherme Briggs:</font></strong> Sim, está, mas o novo profissional deve ter paciência, pois o início é bem demorado. Ele deve se apresentar em todos os estúdios, treinar sua técnica em cursos, sua dicção e o principal: a interpretação. Estamos com muito menos trabalho do que há alguns anos, infelizmente. E isso muitas vezes não é compreendido pelos novatos, que acreditam que o mercado está indo de vento em popa.</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto:</font></strong> Quais as maiores dificuldades de se dublar?</p>
<p><strong><font color="red">Guilherme Briggs:</font></strong> As condições técnicas de trabalho são muito importantes. O som nos fones, a imagem na televisão e a tradução tem que estar excelentes, para que o dublador possa então relaxar, se concentrar totalmente e deixar fluir a sua arte com gosto e disposição.</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto:</font></strong> O dublador é ator mas nem todo ator é dublador. Essa frase é correta?</p>
<p><strong><font color="red">Guilherme Briggs:</font></strong> Corretíssima. Eu prefiro mais o termo que os americanos dão para nossa especialidade: &#8220;<em>voice actor</em>&#8221; e/ou &#8220;<em>talent</em>&#8220;, ou simplesmente &#8220;ator da voz&#8221; e/ou &#8220;talento&#8221;. Pois o nosso trabalho não consiste somente em &#8220;dublar&#8221; um personagem. Nós recriamos a interpretação, adequando para nossa musicalidade, nossos costumes e idiossincrasia brasileira. Portanto, trata-se de uma NOVA versão do personagem. Por isso que nas aberturas dos filmes se fala &#8220;versão brasileira&#8230;&#8221; e não &#8220;dublagem&#8230;&#8221;, pois é uma reinterpretação do trabalho original, com toda certeza. A adaptação na dublagem é o espírito, a espinha dorsal e a linha tênue que divide o bom trabalho, criativo e artístico da dublagem pura e simples. Uma excelente dublagem respeita todos esses aspectos que mencionei.</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto:</font></strong> Qual o personagem que te cativou quando você foi dublá-lo?</p>
<p><strong><font color="red">Guilherme Briggs:</font></strong> Nossa, foram muitos&#8230; tenho vários inesquecíveis, como o Daggett de Castores Pirados, Freakazoid, Buzz Lightyear&#8230; Dublar o Jim Carrey no Grinch e mais recentemente no &#8220;Desventuras em Série&#8221; (ambos para cinema) foi o máximo, amei!! Dublo atualmente uma série chamada MEGAS XLR que é o meu xodó. O &#8220;Cara&#8221;, que é o personagem que eu faço, é hilário, impagável!!</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto:</font></strong> Se você não fosse dublador, que carreira profissional teria seguido?</p>
<p><strong><font color="red">Guilherme Briggs:</font></strong> Acredito que qualquer coisa relacionada à Arte, com toda certeza: Ilustração, Quadrinhos, Pintura, Animação&#8230;</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto:</font></strong> A dublagem brasileira é uma das mais, senão a mais, elogiada do mundo. Mas o profissional nem sempre é reconhecido. O que contribui para isso?</p>
<p><strong><font color="red">Guilherme Briggs:</font></strong> O preconceito limitado das pessoas, que ainda alimentam a idéia de que &#8220;o que é importado é melhor&#8221;, quando esquecem que nossa cultura brasileira é única no universo, sendo por isso rica e insubstituível. Nós, brasileiros, somos patrimônios da humanidade, assim como qualquer povo deste planeta, mas parece que esquecemos disso. Quem ataca a dublagem, geralmente carece desse tipo de esclarecimento.</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto:</font></strong> Você gostaria de ter trabalhado algum personagem que foi escalado para outro dublador?</p>
<p><strong><font color="red">Guilherme Briggs:</font></strong> Eu sempre quis dublar o Jim Carrey. A maioria de seus filmes foram feitos brilhantemente pelo Marco Ribeiro, a quem admiro muito. Mais recentemente pude ter a oportunidade de</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto:</font></strong> Diga um ou mais dubladores falecidos que você gostaria de poder ouvir e trabalhar novamente.</p>
<p><strong><font color="red">Guilherme Briggs:</font></strong> Eu adoraria ter conhecido o Nelson Batista (Jerry Lewis), Paulo Pinheiro (Don Drácula), a dubladora da Feiticeira (de São Paulo), Marcos Miranda (Dean Martin e William Shatner), Bruno Neto (a voz do Agente 86), queria ter conversado mais com o Garcia Neto (pai do Garcia Júnior), com o <a href="/weblog/2005/03/14/cleonir-dos-santos/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed" title="Cleonir dos Santos" target="danielneto-cleonirdossantos">Cleonir (dos Santos)</a> e o <a href="/weblog/2004/10/15/andre-filho/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed" title="Saiba mais sobre o dublador André Filho" target="danielneto-andrefilho">André Filho</a>&#8230; Poder rever o querido <a href="/weblog/2004/07/28/paulo-flores/#utm_source=feed&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=feed" title="Saiba mais sobre o dublador Paulo Flores" target="danielneto-pauloflores">Paulo Flores</a>&#8230; Puxa, são tantos!!&#8230; Dá um aperto no coração pensar nesses queridos colegas que se foram&#8230;</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto:</font></strong> Podemos lhe &#8220;conhecer&#8221; através de alguma foto que você possa divulgar?</p>
<p><strong><font color="red">Guilherme Briggs:</font></strong> Claro, minhas fotos podem servir para matar mosquito, afugentar pragas do Egito e servir como portal inter-dimensional para invasões alienígenas. Bom, essa última parte eu não posso explicar, pois é confidencial. (risos)</p>
<p><strong><font color="blue">Daniel Neto:</font></strong> Deixe uma mensagem aos fãs de dublagem.</p>
<p><strong><font color="red">Guilherme Briggs:</font></strong> Muito obrigado por gostarem e cultivarem a dublagem brasileira com tanto carinho. Estamos assim, preservando nossa língua, nossa cultura e espírito. Um grande beijo e abraço à todos e visitem o meu site: <a href="http://www.guilhermebriggs.kit.net/" target="site-guilhermebriggs" title="Site oficial do dublador Guilherme Briggs">www.guilhermebriggs.kit.net</a></p></blockquote>
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