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Arquivo da Categoria ‘Dublagem’

Du, Dudu e Edu – Dubladores

29, August, 2006 6 comentários

A foto abaixo foi tirada pelo dublador Ricardo Juarez, nos estúdios de dublagem Cinevídeo, na ocasião das gravações da dublagem do desenho animado “Du, Dudu e Edu“, do Cartoon Network. Nela, estão Clécio Souto, Luiz Sérgio e o Ricardo Juarez, respectivamente dubladores do Du, Dudu e Edu.

Du, Dudu e Edu - Dubladores

Categories: Dublagem, Pessoal

Dublagem n’O Globo

24, July, 2006 1 comentário

Saiu no último sábado, dia 22/07/2006, uma matéria no jornal O Globo falando sobre as recentes produções norte-americanas e seus dubladores no Brasil. Excelente para quem quiser conferir!

Versão brasileira
Rodrigo Fonseca

Não foi só de onda que Rita Lee foi convidada a curtir a ressaca de Rê Bordosa, em “Wood & Stock — Sexo, orégano e rock‘n’roll”, que, em pleno domingão, vai marcar o encerramento do 14º Anima Mundi, amanhã, no Odeon. Tom Zé, que empresta suas cordas vocais tropicalistas a Raul Seixas no desenho animado que o gaúcho Otto Guerra fez a partir das HQs de Angeli, também não está ali a passeio. Uma nova tendência muda as regras do mercado para filmes de animação no país. E ela está mais próxima dos ouvidos do que dos olhos. Nos moldes do que acontece em Hollywood, onde astros como Tom Hanks, Bruce Willis e Ben Stiller topam ceder suas vozes a heróis virtuais, personalidades brasileiras, da música e da TV, estão ocupando cada vez mais o lugar que antes cabia aos dubladores. Quem conferir hoje o longa “Os sem-floresta” — sucesso que vendeu quase 1 milhão de ingressos em duas semanas — poderá ouvir a voz Preta Gil pelos lábios de Stella, a enfezada gambá associada a um grupo de bichos assaltantes de latas de lixo e geladeiras.

— Um nome famoso sempre ajuda a promover um filme — afirma Gil Monteaux, dono do estúdio Audio Corp, em Benfica.

Além de “Os sem-floresta”, lá foram dublados outros êxitos de público infantil produzidos nos EUA pela Dreamworks. Entre eles, “O espanta-tubarões” (2004), com voz de Paulo Vilhena, e “Madagascar” (2005), em que Heloísa Périssé interpretou as falas da hipopótamo Gloria. Em setembro, quando estréia “Astérix e os vikings”, animação de Stefan Fjeldmark e Jesper Møller que já arrastou dois milhões de franceses às salas de exibição, será a vez de o elenco do programa “Pânico na TV” exercitar sua verve dubladora. Coube a Rodrigo Scarpa, o Repórter Vesgo, viver o invocado guerreiro gaulês, e a Wellington Muniz, o Ceará, o elmo de Obélix. Até Sabrina Sato, musa da atração dominical da Rede TV!, tem personagem para dublar: a jovem Abba.

— Fui chamado porque estou na TV e sei que existe preconceito por isso. O mercado da dublagem tem grandes profissionais. Mas estou me esforçando — afirma o Repórter Vesgo, que antes dublou o desenho “O mundo encantado de Gaya”. — Já estou fazendo aulas de dublagem para dar conta do trabalho com profissionalismo.

Cachês mais altos para famosos

Depois de tanto azucrinar personalidades, Vesgo sabe que agora pode ser obrigado a calçar as sandálias da humildade pelos dubladores. Ninguém na atividade chia quando um veterano como Daniel Filho — que começou a carreira correndo arás de boca de americanos dublando enlatados para estúdios como a Cinecastro — assume um papel em “Carros”. E, neste caso, sua responsabilidade é grande. Seu personagem, Doc Hudson, foi dublado pelo mito Paul Newman na versão original da produção de John Lasseter. Mas o diretor de “Se eu fosse você” tem experiência no assunto. Mas bastou alguém mais pop entrar em cena para as línguas de quem paga o aluguel de todo o mês com o soldo de dublador se contorcerem.

— Não acredito que uma criança vá ao cinema ver um desenho porque ele recebeu a voz de beltrano ou de sicrano — diz Elcio Romar, dublador profissional desde 1973, ouvido habitualmente na versão brasileira dos personagens de Michael Douglas e Woody Allen. — A discrepância que acontece quando se escala alguém famoso para dublar está no cachê.

Estruturado com base na tabela do Sindicato dos Atores e Técnicos em Espetáculos e Diversões (Sated), o valor pago por hora a um dublador está fixado em R$ 64,75 mais INSS. Mas quem vive de dublar reclama que não é esse o cálculo que se aplica quando é um Reynaldo Gianecchini (que dublou o protagonista de “Robôs”, de Carlos Saldanha) ou um Pedro Bial (que encarnou, da garganta para fora, a Irmã Feia no blockbuster “Shrek 2″) quem está por trás do microfone.

— Não sei se o fato de atores e cantores dublarem chega a ser um problema para nós. A questão dos cachês é só o que gera mal-estar, porque, na prática, ninguém nota quando um filme está bem dublado — diz o diretor de dublagem Julio Chaves, voz oficial de Mel Gibson no Brasil.

Elogios à dublagem são escassos, principalmente nas críticas de cinema nacionais. Mas bastou um astro se candidatar a um papel animado, para narizes se torcerem.

— A dublagem é uma especialização da arte do ator. Nos EUA, nenhum astro dubla preocupado com o sincronismo. Quando um Bruce Willis é chamado a dublar, ele interpreta as falas dele, criando do jeito que quiser, e depois os animadores ajeitam o movimento labial dos personagens. Aqui não. É preciso sincronia — explica Guilherme Briggs, voz de Buzz Lightyear em “Toy story”.

Criatividade ao reinventar vozes

Briggs considera injusto o ataque que se faz ao trabalho de cantores, jornalistas e galãs que se arriscam na dublagem.

— É preciso pelo menos cinco anos de prática para que um dublador atinja a maturidade. Portanto não se pode cobrar de um ator de TV que ele domine as técnicas em seu primeiro filme.

Há casos no Brasil de dubladores que desenvolveram uma carreira de talento no teatro, na TV e no cinema. Selton Mello, que nos anos 80 dublou de Charlie Brown ao Daniel San de “Karatê Kid”, só lamenta a falta de reconhecimento aos gênios da dublagem.

— Há no Brasil um gênio chamado Mário Monjardim. Ninguém que vê “Scooby-Doo” sabe o nome dele. Mas foi ele quem deu às falas do Salsicha uma identidade brasileira, meio nordestina, com aquele “Scooby-Doo, meu filho!”. Esse cara não apenas persegue bocas. Ele cria. Mas ninguém sabe. Porque a dublagem no Brasil ainda carece de reconhecimento.

 

Voz modelo da dublagem que se cala

Quem assistiu à versão nacional de “Os sem-floresta” sabendo que foi Bruce Willis quem dublou o guaxinim R.J. no original, deve ter tido uma surpresa. A voz brasileira habitual do ator não saía da boca do bichinho. E não foi uma troca que privilegiasse um dublador mais jovem. Considerado um modelo entre os dubladores brasileiros, Newton da Matta (1946-2006) morreu em março deste ano sem ter tido a chance de surpreender os fãs do “Duro de matar” com mais um exercício de bom humor e malícia.

— O Bruce Willis dele era tão verdadeiro que às vezes parecia que ele estava falando diretamente em português — avalia Guilherme Briggs, que dirigiu Da Matta em seu último trabalho: “Sin City”, em que dublou o tira Hartigan.

Cria do radioteatro, ator e autor de telepeças, na TV Tupi, TV Rio e Globo, Da Matta atuou como Pedrinho em uma das primeiras transposições de “O Sítio do Picapau Amarelo” para os palcos. Mas foi a partir de 1960, após um convite de Herbert Richers, que ele elegeu a dublagem como sua expressão artística recorrente. Empregando técnicas de respiração e pausa características de radionovelas, ele conseguia dar dignidade ao mais amador dos atores, consagrando-se em personagens como Lion, do desenho “Thundercats”. Até o canastrão italiano Mario Girotti, nome real de Terence Hill, parecia talentoso quando dublado por Da Matta.

— Dizem que ninguém é insubstituível — diz o dublador Elcio Romar. — Da Matta era. Com ele morre uma escola de dublagem.

Categories: Dublagem

Francisco José

19, July, 2006 18 comentários

Adicionando à galeria mais um dublador “das antigas”: Francisco José Corrêa é ator, locutor, dublador e diretor de dubagem. Sua extensa e talentosa carreira começa em São Paulo, quando conheceu o também dublador Garcia Neto. A partir daí, sua carreira artística em dublagem não parou mais e podemos ouví-lo em diversos filmes, seriados e desenhos animados. Alguns de seus personagens mais famosos ficaram marcados na memória dos brasileiros, os quais apresento na montagem abaixo. Passe o mouse neles para conhecê-los!

Francisco José é ator, locutor, dublador e diretor de dublagemNo seriado Contratempos, Francisco José dublou o personagem Al Calavici, interpretado pelo ator Dean StockwellNo filme O Incidente, Francisco José emprestou sua voz para o personagem Joe Ferrone, interpretado pelo ator Tony MusanteNo seriado O Barco do Amor, Francisco José dublou o personagem Doc Adam Bricker, interpretado pelo ator Bernie KoppellFrancisco José dublou o ator Cristopher Lloyd nos filmes Uma Cilada para Roger Rabbit (Juiz Doom) e Família Addams (Tio Fester)No filme O Mercador de Veneza, Francisco José dublou o personagem Shylock, interpretado pelo ator Laurence OlivierNo seriado The Protectores, Francisco José dublou o personagem Harry Rule, interpretado pelo ator Robert VaughnNo seriado Viagem ao fundo do mar, Francisco José dublou o personagem Chefe Sharker, interpretado pelo ator Terry BeckerNo filme O Grande Dragão Branco, Francisco José dublou o briguento personagem Ray Jackson, interpretado pelo ator Donald GibbNo filme À espera de um milagre, Francisco José emprestou sua voz para o personagem Toot-toot, interpretado pelo ator Harry Dean StantonNo seriado Twin Peaks, Francisco José emprestou sua voz para o personagem Leland Palmer, interpretado pelo ator Ray WiseNo desenho animado Os Ursinhos Gummi, da Disney, Francisco José dublou o personagem BronquinhaNo desenho Hércules, da Disney, Francisco José dublou o Anfitrião, pai do HérculesNo filme Nem que a vaca tussa, Francisco José emprestou sua voz para o bode encrenqueiro JebO simpático cachorro-mola Slinky dos filmes Toy Story 1 e 2, da Disney Pixar, foi dublado pelo Francisco JoséO vilão Multi-garras, do desenho He-man, foi outro personagem do mal dublado pelo Francisco JoséO Pão-duro McMoney, arqui-inimigo do Tio Patinhas no desenho Ducktales, da Disney, foi dublado pelo Francisco JoséNo desenho Pole Position, Francisco José deu vida ao personagem WheelsFrancisco José dublou o personagem Panthro, do desenho ThundercatsNo desenho Silverhawks, Francisco José dublou o líder QuicksilverNo desenho Atlântis, da Disney, Francisco José dublou o atrapalhado cozinheiro CookieNo filme Fuga das Galinhas, da Dreamworks, Francisco José dublou o medroso fazendeiro Sr. Tweedy

Categories: Dublagem

Superman II – Elenco de Dublagem

17, July, 2006 6 comentários

Superman II - A aventura continua
Superman II – A aventura continua

Título original: Superman II
Versão brasileira: Herbert Richers / RJ

Elenco de dublagem:

André Filho – Super-homem / Clark Kent
Fátima Mourão – Lois Lane
Darcy Pedrosa – Lex Luthor
Ionei Silva – Otis
Vera Miranda – Eve Teschmacher
Armando Cazella – General Zod
Ilka Pinheiro – Ursa
Marcos Miranda – Presidente dos EUA
José Santa Cruz – Perry White
Carlos Marques – Jimmy Olsen
Sumara Louise – Lara (mãe do Super-homem)
Isaac Bardavid – Jor-El (pai do Super-homem, apenas a voz)
Dário Lourenço – dono do bar
Júlio Cesar Barreiros – brigão do bar
Orlando Drummond, Garcia Júnior, Nizo Neto, Mário Jorge de Andrade, Luiz Feier Motta, Roberto Macedo, Paulo Flores, André Luiz “Chapéu”, Adalmária Mesquita, Francisco José, Sônia Ferreira, Dário de Castro, Amaury Costa – Personagens diversos

Categories: Dublagem

Os Sem-Floresta – Elenco de dublagem

13, July, 2006 9 comentários

Poster - Os Sem-Floresta

Título Original: Over The Edge
Versão Brasileira: Áudio Corp / RJ

Marcelo Sandrynni – R.J. (o guaxinim)
Miguel Rosemberg – Vincent (o urso)
Clécio Souto – Verne (a tartaruga)
Alexandre Moreno – Hammy (o esquilo)
Marco Antônio Costa – Lew (o porco-espinho)
Márcio Seixas – Ozzie (o sarigüê)
Teline Carvalho – Heather (sarigüê filha do Ozzie)
Nádia Carvalho – Gladys (a humana neurótica)
José Santanna – Dwayne (o exterminador)
Preta Gil – Estela (a gambá-preta)

Conselho pessoal: ignorem completamente a dublagem horrososa da última “atriz”. Diante de um elenco maravilhoso como esse, é um absurdo essa pessoa ser chamada pra dublar. Sem contar que no filme inteiro, só o nome dela aparece nos créditos iniciais e finais do filme e, só no final de tudo, é que o nome do verdadeiro elenco aparece. Ridículo!

Categories: Cinema, Dublagem