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Arquivo da Categoria ‘Dublagem’

Entrevista: Francisco José

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Tomei a liberdade de reproduzir aqui a entrevista feita ao ator em dublagem Francisco José pelo Marco Antônio dos Santos, dono do blog “AIC: Dublagem com arte“, por achar que essa é uma entrevista que deve ser de conhecimento de todo fã de dublagem. Espero que gostem.

O dublador Francisco José

1 – Quais as outras profissões que você exerceu antes de ser ator/dublador ?

R: Tive outras profissões sabendo que seriam passageiras. Quando aparecesse a oportunidade de ser ator as profissões seriam abandonadas. Assim, fui aeroviário, comprador da Cosipa, jornalista (antes da regulamentação da profissão), assistente de vendas de uma indústria alimentícia. Em todas elas fui relativamente bem pago, mas o vírus já tinha me contaminado. Nos meus tempos de ginásio eu já era um tremendo agitador de teatro.

2 – Como foi percebendo que havia uma vocação artística dentro de você ?

R: Eu era estudante e já vivia metido com rádio. Onde eu morei, Poços de Caldas, também me meti a locutor de rádio, e dizem que eu não era tão ruim… A TV não tinha chegado lá ainda, mas eu ainda não tinha sido mordido pela mosca do teatro. Isso aconteceu quando fui transferido de cidade. Fui para um município do sul de Minas, que não tinha rádio, não tinha nada, Itanhandu,na época 5.000 habitantes mais ou menos. Então a agitação cultural da cidade era feita por nós, estudantes. Participei da fundação de um jornalzinho da cidade, me encarreguei do teatro do colégio, eu estava em todas.

3 – Quando e como você iniciou a sua carreira artística ?

R: Em 1958, terminado o ginásio, tive que voltar a São Paulo para iniciar minha vida adulta. Foi quando tive uma variedade de profissões. O artista ficou hibernando até 1965. Apareceu minha primeira oportunidade de trabalhar como ator. Após 2 meses de ensaio, a montagem da qual participaria foi proibida pela censura. Mas aí eu resolvi encarar a profissão. Fiz muitas radio-novelas para o interior, TV (saudosa TV Tupi). Participei da fundação de um grupo de teatro popular que existe até hoje em São Paulo, o TUOV. Em 1968, filmei um episódio de um seriado para a TV. A produção era de Ary Fernandes, o mesmo de O Vigilante Rodoviário. Só que era sobre a FAB. O seriado era Águias de Fogo e não teve o mesmo sucesso do Vigilante. Durante a filmagem eu soube que seria dublado. Insisti em me dublar. Foi um fiasco. Após não sei quantas tentativas, o Garcia Neto disse para mim: “- Meu filho, faça um favor para todos nós; fique fazendo só teatro; dublagem você não consegue…” Isso foi na Odil Fono Brasil. Então comecei a procurar um meio de poder ser aceito na AIC, para aprender a nova técnica. Fui recebido por Older Cazarré, que me guiou nos primeiros passos. E tantos outros. Vou tentar não cometer nenhuma injustiça omitindo nome de alguém. Também me deram dicas preciosas: Flávio Galvão, Ézio Ramos, Wilson Ribeiro, Ary de Toledo, Olney Cazarré, Aldo César, Dráusio de Oliveira, Líbero Miguel, José Soares, Sergio Galvão, Batista Linardi… Muitos ainda por aqui, outros já foram para o andar de cima…

4 – Como você imaginaria, com a atual tecnologia, a dublagem dos dubladores da AIC ?

R: Se naquela época houvesse a tecnologia atual, a dublagem seria imbatível. Qualquer profissional só poderia ser assim, considerado se tivesse passado pela AIC.

5 – O que melhorou atualmente na dublagem ?

R: Na dublagem atual, aparentemente, melhorou a rapidez. Só. Interpretação nula. Emoção zero. Se você assistir a um filme dublado, já viu todos. As interpretações são mecânicas, sem alma. Qualidade? O que é isso? Hoje o investimento para se montar uma dubladora é bem menor. Mas tem-se que entrar na disputa de mercado e aí vira uma guerra, com todos querendo tirar vantagem… e todos perdendo.

6 – O chefe Sharkey, da série Viagem ao Fundo do Mar, foi o seu primeiro personagem fixo ? Como você foi indicado ?

R: Eu fiz vários convidados e o chefe Sharkey não foi meu primeiro fixo. Meu primeiro fixo foi num seriado, que também não aconteceu, “Cidade das Ilusões”. O chefe Sharkey me foi dado pelo Dráusio de Oliveira. É que o Garcia Neto estava sendo reintegrado na AIC, por ordem judicial. E o reencontro com o Garcia foi muito engraçado, porque eu já tinha mudado de cara e já fazia tempo do episódio de Águias de Fogo. Garcia Neto foi um dos grandes amigos que fiz na vida; a amizade só foi interrompida porque ele teve que passar para o andar de cima. Muita saudade…

7 – E a sua carreira na Herbert Richers ?

R: É um engano pensar que eu fiz carreira na Herbert Richers. Ainda em São Paulo, passei pela Álamo, Odil Fono Brasil e uma tentativa que houve de erguimento da profissão na COM-ART. Esta tentativa não foi bem sucedida porque na época em nossa ingenuidade quisemos fazer tudo às claras demais. Enquanto as poucas casas de São Paulo se recusavam a fazer o pagamento-hora, a COM-ART implantou-o, apesar da campanha violenta de descrédito, principalmente pelos dirigentes da Álamo e de alguns membros da categoria que diziam que o “pagamento-hora iria quebrar as empresas”. Com a quebra da COM-ART, por motivos outros, não havia mais trabalho para mim em São Paulo. Foi então comunicado a outro grande amigo que eu tinha feito no meio, Marcos Miranda, a minha situação. Herbert Richers foi cientificado e disse que, desde que eu não viesse ao Rio apenas por um tempo, eu teria emprego garantido em sua empresa. Eu vim para o Rio e em menos de 6 meses tinha conseguido trazer toda minha familia, esposa e três filhos. A relação que tive com Herbert Richers foi pautada pelo maior respeito e lealdade. Fiz bons trabalhos lá. Como dublador destacaria: “Uma Cilada para Roger Rabbitt”, “Contratempos”, “Thundercats”, “Ursinhos Gummi”, “Silverhawks”, e várias miniséries. Como diretor de dublagem também fiz muitas miniséries e alguns longa metragens. Destacaria: todos os episódios de “Loucademia de Polícia”, “Cuidado com as Gêmeas”, “Uma Linda Mulher”, “Aventureiros do Bairro Proibido”, “Colors, as Cores da Violência”, “Henrique V”. Quando estava para completar 10 anos de casa, é claro que tive que ser demitido. Fui então convidado para ser diretor exclusivo da VTI. Como a relação não era de respeito como a que eu tinha na Herbert Richers, eu me demiti, após 7 meses, onde não trabalhei, apenas “cumpri pena”. Mesmo assim, posso me orgulhar pela direção de dublagem, inclusive escalação de elenco fixo, do primeiro ano de “Arquivo X”. E nesse tempo em que “cumpri pena” ainda dirigi mais dois seriados, “Deep Space Nine” (uma continuação de Jornada nas Estrelas) e “Os Novos Intocáveis”, série que foi reprisada “n” vezes no Universal Channel. Quando me demiti da VTI, fui chamado de novo à Herbert Richers. Aceitei, desde que fosse apenas para dublar. Mas nao tardaria convite para dirigir em outra empresa do Rio, a Cinevideo. Eu trabalhava como diretor de dublagem em uma empresa e como dublador na outra. Mas o meu tempo maior era absorvido pela direção. Aí dirigi um seriado que foi acompanhado pelo representante da Warner, “Histeria”. Recebi elogios da Warner e da direção da Cinevideo. Quando a saúde de Herbert Richers começou a decair, fui desligado de sua empresa por comum acordo. Isso em 2003. Em 2005 foi a vez da minha saúde reclamar. Tive problemas circulatórios que por pouco apressam minha ida para o andar de cima. Requeri minha aposentadoria e ficaria dublando agora mais por hobby. Mas veio a forte pressão para cessão de direitos de intérprete. Como me recusei a ceder, minha entrada foi proibida nos estúdios.

8 – Quais são as tuas atividades profissionais atualmente ?

R: Aposentado e com a saúde parcialmente recuperada, fui convidado a entrar em novo ramo: o livro falado. É o que estou fazendo atualmente. Dirigi várias gravações de audio-livros para a Bienal do Livro, aqui no Rio de Janeiro. Felizmente foi um sucesso total. Agora estou tentando viabilizar a gravação de um texto de autor paulista, muito amigo meu, desde 1965. Vai dar certo? Não sei… ainda.

9 – Que aprendizado você teve, após tantos anos da tua carreira ?

R: Se você acreditar, se a causa for justa, se o trabalho for honesto, o sucesso virá. Eu me orgulho muito dos amigos que fiz em toda minha caminhada. Se pude ajudar iniciantes, o fiz sempre com o coração aberto. Valeu a pena? É claro que valeu. Faria de novo? Faria tudo. Exatamente como fiz.

10 – Há pouquíssimos registros sobre a dublagem no Brasil, você vivenciou várias etapas, nunca pensou em escrever um livro de memórias ?

R: Há pessoas que também viveram os fatos narrados e estão vivas por aí para testemunhar. Eu mantive um blog durante algum tempo e pretendia contar fatos, alguns engraçados, outros tristes, dos quais participei. Quando meu amigo Francisco Borges foi para o andar de cima, eu decretei a morte do meu blog. Certamente, tenho algumas histórias do meu tempo de AIC. De vez em quando, pretendo ocupar sua paciência contando-as. Afinal, o projeto de vida já existia há tempos, mas foi lá que foi pavimentada a estrada para a trajetória.

***Agradecemos ao dublador e amigo Francisco José Correa por este pequeno depoimento***

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Avatar – Elenco de dublagem

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ELENCO DE DUBLAGEM
Via Guilherme Briggs no FormSpring.me

JAKE SULLY – Jorge Lucas
NEYTIRI – Priscila Amorim
GRACE AUGUSTINE – Mariângela Cantú
QUARITCH – Luiz Carlos Persy
NORM – Ettore Zuim
TSU’TEI – Claudio Galvan
MO’AT – Jane Kelly
MAX – Philippe Maia
TRUDY – Gabriela Bicalho
SELFRIDGE – Nizo Neto

Com as vozes adicionais de:

Júlio Chaves
Maurício Berger
Silvia Goiabeira
Carla Pompilio
Marcelo Garcia
Márcia Morelli
Marcos Souza
Airam Pinheiro
Eduardo Lassah
Christiane Monteiro
Vânia Alexandre
Rita Lopes
Carlos Comério
Anderson Coutinho
Marcelo Sandrini
Sérgio Stern
Mckeidy Lisita
Duda Espinoza
Samir Murad
Mário Tupinambá
Sérgio Muniz
Ronaldo Julio
Júlio Monjardim
Leonardo Serrano
Malta Júnior
Iara Riça
Reginaldo Primo
Paulo Bernardo
Hercules Fernando
Eduardo Dascar
Ricardo Juarez
Cleyton Rasga
Eduardo Borgerth

DIREÇÃO DE DUBLAGEM / TRADUÇÃO: Guilherme Briggs
ESTÚDIO DE DUBLAGEM: Delart Estúdios Cinematográficos

Selma Lopes

6, Janeiro, 2010   Enviar este post Enviar este post Daniel Neto 1 comentário
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Depois de mais um bom tempo afastado dessas montagens, retorno hoje com uma grande surpresa. Demorou bastante para realizar, mas finalmente apresento à vocês uma das maiores damas da dublagem brasileira de todos os tempos: Selma Lopes!

Se Orlando Drummond é um dos grandes nomes masculinos desta profissão, seria uma grande injustiça de minha parte não nomeá-la como uma das maiores dubladoras que já existiu. Selma, nascida Maria Lopes Gonçalvez, é atriz, dubladora, comediante e até cantora, já tendo trabalhado também como radio-atriz no início de sua extensa carreira profissional.

Uma curiosidade interessante é que ela foi casada com o falecido humorista e locutor Mauro Gonçalves. Não sabem quem ele é? Talvez seja mais fácil conhecê-lo pela alcunha de Zacarias, do quarteto Os Trapalhões. Atualmente, Selma pode ser vista atuando em frente às câmeras da TV Globo na novela Cama de Gato.

Quer conhecer mais sobre os principais personagens que Selma dublou? Então passe o mouse na imagem abaixo e recorde você também!


Selma Lopes é atriz, dubladora e uma excelente cantora Selma é a dubladora praticamente oficial da atriz Whoopi Goldberg No filme Os Goonies, Selma Lopes dublou a personagem Rosalita, interpretada pela atriz Lupe Ontiveros Selma Lopes dublou a personagem Greta no filme O Mentiroso, interpretada pela atriz Anne Haney No filme Minority Report, Selma Lopes dublou a personagem Dra. Iris Hineman, interpretada pela atriz Lois Smith Selma Lopes também emprestou sua voz para a Florence Norris, interpretada pela atriz Sylvia Sidney, no filme Marte Ataca! No filme Férias do Barulho, Selma Lopes dublou a divertida Sra. Rawlings, interpretada pela atriz Dody Goodman No seriado Alf o ETeimoso, Selma Lopes dublou a personagem Raquel Ochmonek, interpretada pela atriz Liz Sheridan Nos filmes de Harry Potter, Selma Lopes dublou a personagem Madame Rosmerta, interpretada pela atriz Julie Christie Selma Lopes também dublou a personagem vovó Fuller, interpretada pela atriz Phyllis Somerville, no filme O curioso caso de Benjamin Button No filme Tomates Verdes Fritos, Selma Lopes dublou a personagem Sipsey, interpretado pela atriz Cicely Tyson No filme A Fantástica Fábrica de Chocolate de 1972, Selma Lopes dublou a Sra. Bucket, interpretada pela atriz Diana Swole Selma Lopes dublou a viúva St. Clair, interpretada pela atriz Lyla Hay Owen, no filme Entrevista com o Vampiro A Rainha Elisabeth, interpretada pela atriz Judi Dench no filme Shakespeare Apaixonado, foi dublada pela Selma Lopes Selma Lopes é a voz mais frequente de todas as dublagens de Marge Simpson, do seriado Os Simpsons, feitas até hoje O longa metragem Pinocchio da Disney teve a voz de Selma Lopes como a Fada Azul Selma Lopes também emprestou sua voz para a Mamãe Coruja do longa metragem O Cão e a Raposa, da Disney No desenho Ursinhos Gummi, da Disney, Selma Lopes também emprestou sua voz para a personagem Vozinha A voz da Feiticeira Faceira é da Selma Lopes Selma Lopes dublou a super-secretária Rosemary no desenho Hong Kong Fu No desenho Os Muzzarellas, Selma Lopes dublou a Laura Muzzarella No desenho Turma da Pesada, a personagem nerd Switchboard era dublada pela Selma Lopes Mais um da Disney pra Selma Lopes: Vovó Willow no filme Pocahontas A simpática e prestativa governanta Madame Patilda, do desenho Ducketales da Disney, também foi dublada pela Selma Lopes Selma Lopes também emprestou sua voz para a Vó Fa, no filme Mulan, também da Disney Selma Lopes também emprestou sua voz para a YuBaba do filme A Viagem de Chihiro A gansa Amélia, do desenho Aristogatas da Disney, também ganhou a voz da Selma Lopes Selma Lopes dublou a Rainha no desenho Peripécias de um Ratinho Detetive da Disney A esquila ranzinza Slappy, do desenho Animaniacs, foi dublada pela Selma Lopes Selma ganhou mais um papel de dublagem da Disney: Mama Odie, do filme A Princesa e o Sapo No filme James e o Pêssego Gigante, Selma Lopes também emprestou sua voz para a Joaninha

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A Princesa e o Sapo – Elenco de Dublagem

28, Dezembro, 2009   Enviar este post Enviar este post Daniel Neto 1 comentário
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A Princesa e o Sapo

ELENCO DA VERSÃO BRASILEIRA
Tiana – KACAU GOMES
Príncipe Naveen – RODRIGO LOMBARDI
Dr. Facilier – SERGIO FORTUNA
Louis – MAURO RAMOS
Charlotte – IARA RIÇA
Ray – MÁRCIO SIMÕES
Lawrence – HÉRCULES FERNANDO
Mama Odie – SELMA LOPES
Eudora – ISABEL LIRA
James – DUDA RIBEIRO
“Paizão” La Bouff – REINALDO PIMENTA
Jovem Tiana – HELENA PALOMANES
Jovem Charlotte – FERNANDA RIBEIRO
Reggie – MÁRIO MONJARDIM
Direção & Adaptação – GARCIA JR.
Tradução – MANOLO REY

CANÇÕES
“Lá Em Nova Orleans” (Prólogo)
Cantada por KACAU GOMES

“Lá Em Nova Orleans”
Cantada por JAIRO BONFIM

“Quase Lá”
Cantada por KACAU GOMES

“Quase Lá” (Reprise)
Cantada por KACAU GOMES

“Amigos Do Outro Lado”
Cantada por SERGIO FORTUNA

“Quando Formos Humanos”
Cantada por MAURO RAMOS, KACAU GOMES & RODRIGO LOMBARDI

“Vamos Levar Vocês”
Cantada por MÁRCIO SIMÕES

“Ma Belle Evangeline”
Cantada por MÁRCIO SIMÕES

“Cavando Mais Fundo”
Cantada por SELMA LOPES

“Lá Em Nova Orleans” (Final)
Cantada por KACAU GOMES

Direção, Adaptação & Edição dos Vocais: D. FÉLIX FERRÀ

VERSÃO BRASILEIRA
Estúdio: DELART CINE
Gravação dos Diálogos & Vocais: JOÃO GABRIEL FARIAS
Gravação Adicional dos Vocais: RAPHAEL RACHID
Edição dos Diálogos: CLAUDIO ALVES
Direção Operacional: SERGIO DE LA RIVA
Direção Técnica: CARLOS DE LA RIVA
Estúdio de Mixagem: SHEPPERTON INTERNATIONAL
Diretor de Criação: GARCIA JR.

Versão Brasileira Produzida Por:
DISNEY CHARACTER VOICES INTERNATIONAL, INC.

Fonte: Portal Disneymania

Faleceu Herbert Richers

20, Novembro, 2009   Enviar este post Enviar este post Daniel Neto 1 comentário
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Hoje, 20 de novembro de 2009, faleceu o dono de um dos mais importantes estúdios de dublagem do Brasil: Herbert Richers.

Muito ouvi falar sobre ele, mas acabei não conhecendo-o no breve período que morei no Rio de Janeiro, embora já tivesse a oportunidade de ter visitado sua empresa graças ao dublador Manolo Rey. A maior lembrança dos brasileiros, de fato, não é o próprio Herbert mas sim a voz do locutor Ricardo Mariano, que sempre abria a dublagem de filmes, seriados e desenhos na TV, dizendo: “Versão brasileira: Herbert Richers“. Ainda hoje, a mesma voz pode ser ouvida à exaustão em reprises dessas mesmas obras (filmes, seriados e desenhos) nos canais de TV aberta e até mesmo TV por assinatura.

Descanse em paz, Herbert Richers. Seu lugar na história da cultura brasileira já está garantido.

Para quem não o conhecia, algumas fotos:

Herbert Richers
Herbert Richers Herbert Richers
Herbert Richers

Morre Herbert Richers, pioneiro da dublagem, produtor de Vidas Secas

Hildegard Angel, JB Online

RIO – Morreu esta manhã, na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, depois de um ano de padecimento, com uma doença de rins, o produtor de cinema e grand seigneur Herbert Richers. Nascido em 1923 em Araraquara, interior de São Paulo, Herbert começou sua vida profissional no Rio, para onde se mudou em 1942 e, oito anos depois, fundou, na Usina da Tijuca, a empresa de distribuição de filmes Herbert Richers S. A., pioneira da dublagem no país, dona dos maiores estúdios de dublagem da América Latina, com mais de 10 mil m², maior empresa brasileira de dublagem de filmes, séries e desenhos animados, que passam tanto em televisão, como em cinema.

Herbert foi, durante longo tempo, o maior produtor de cinema do país. A Herbert Richers produzia, por ano, de três a oito filmes. Com 82 títulos realizados, ele se orgulhava de ter produzido filmes notáveis, como Vidas secas e O assalto ao trem pagador, créditos que muitas vezes não lhes eram dados ou lhes eram usurpados, e ele não escondia seu descontentamento com isso. O primeiro filme que Herbert produziu foi a comédia Sai de Baixo. Antes disso, foram os cine-jornais, que chegaram a ser vistos em 2.000 cinemas do país.

Sua amizade com Walt Disney possibilitou que ele introduzisse a dublagem no Brasil, em 1960, colocando vozes brasileiras nas produções estrangeiras. Quem é daquele tempo deve se lembrar o grande problema que eram as legendas dos filmes, quase ilegíveis para a tecnologia da época. Hoje, são dubladas em seus estúdios mais de 150 horas de filmes por mês, o que corresponde a 70% da dublagem exibida na TV.

Herbert, de quem os amigos se despedem hoje, em velório, das 14h às 17h., no Memorial do Carmo, Capela1, onde o corpo será cremado, lançou grandes nomes de nossa tela, como Costinha, Zé Trindade, Carequinha, Ankito, Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Ronald Golias, Renata Fronzi. E teve sob contrato divas que iam de Tonia Carrero a Dircinha Batista.

Mais do que tudo isso, era um homem de agradável convívio social e bonita presença – um belo homem – sempre ao lado de sua Cookie, nos eventos sociais e esportivos, ambos adeptos do golfe e grandes companheiros.

Herbert conseguia transformar as relações profissionais em grandes amizades. Foi assim com Walt Disney, foi assim com a família Marinho e com muitos diretores da Rede Globo, de quem se tornou amigo fiel e presente.

Ele deixou três filhos, Herbert Jr., Ronaldo e Celina Maria, para quem transmitiu sua paixão pelo cinema, e todos trabalham na atividade. Já há um ano, desde o afastamento do pai por motivo de saúde, os três gerem os estúdios, que agora herdam.


Portal G1: Morre no Rio Herbert Richers

Ele vai ser velado na capela 1 do Memorial do Carmo.
O corpo do produtor de cinema deve ser cremado no sábado (21).

Morreu nesta sexta-feira (20) o produtor de cinema Herbert Richers. Conhecido pela frase “versão brasileira Herbert Richers”, dita nos filmes dublados na TV, o produtor vai ser velado esta tarde no Memorial do Carmo, na Zona Portuária do Rio, e será cremado no sábado (21).

No twitter, o diretor José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, contou que ele morreu na Clínica São Vicente, na Zona Sul do Rio. “Hoje se foi uma parte da história da TV brasileira… Nos deixou Herbert Richers, considerado o dono do melhor estúdio de dublagem do mundo”, escreveu ele.

Herbert tinha 86 anos e nasceu em Araraquara, no interior de São Paulo e começou a produzir filmes em meados dos anos 50. Foram cerca de 60 filmes ao longo de sua carreira.

Ainda nos anos 50 fundou a empresa que leva seu nome e começou na distribuição de filmes. Mais tarde, ela se transformou numa das pioneiras na dublagem Brasil e ainda hoje é uma das maiores no ramo no país.


Folha Online: Morre Herbert Richers, pioneiro na dublagem de filmes no Brasil

da Folha Online

O produtor de cinema e dono da Herbert Richers S.A, empresa pioneira no ramo de dublagens no Brasil, morreu hoje aos 86 no Rio. A informação foi confirmada por um funcionário da empresa, que não soube informar a causa da morte.

O velório acontece hoje, a partir das 14h, na capela 1 do cemitério Memorial do Carmo, no Rio. Richers nasceu em Araraquara, interior de São Paulo, em 11 de março de 1923 e se mudou para o Rio em 1942, onde fundou, em 1950, a companhia que leva seu nome.

Atualmente, a empresa possui um dos maiores estúdios de dublagem da América Latina e é responsável por grande parte dos filmes exibidos em português no país. Os filmes dublados pela empresa são conhecidos pelo anúncio que diz “versão brasileira, Herbert Richers” ao início.


O Globo Online: Morre, aos 86 anos, Herbert Richers

RIO – Morreu na madrugada desta sexta-feira, aos 86 anos, Herbert Richers. Dono de uma das principais empresas de dublagem do Brasil, a Herbert Richers S.A., o produtor de cinema estava internado desde o último dia 8 no CTI da Clínica São Vicente, na Gávea. Herbert Richers sofria de problemas renais há cerca de um ano.

O corpo de Richers será velado das 14h às 16h na Capela 1 do Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio, e cremado logo em seguida. A cerimônia é restrita à família, pessoas próximas e funcionários.

- Foi com ele que comecei a trabalhar com dublagem, foram 50 anos juntos. Ontem pensei tanto nele… – contou emocionado o ator Orlando Drummond, o Seu Peru da “Escolinha do Professor Raimundo”, dublador de personagens famosos como Scooby-doo, Popeye e Alf, o ETeimoso – Herbert foi um lutador, é uma perda irreparável para o mercado de dublagem.

Guilherme Briggs, que empresta sua voz há mais de 14 anos aos mais diversos personagens – como o Buzz Lightyear, de “Toy story” – revelou-se chocado com a notícia da morte de seu patrão.

- Era um senhor de idade, mas mesmo assim não conseguia acreditar quando soube da notícia. Desde criança eu associo o nome dele à dublagem.

Herbert Richers nasceu em Araraquara, São Paulo, em 11 de março de 1923, e se mudou para o Rio de Janeiro em 1942. Em 1950, fundou a Herbert Richers S.A. uma das pioneiras do ramo de dublagem de filmes e seriados no Brasil. Herbert Richers viu seu nome invadir os lares brasileiros com o anúncio “versão brasileira: Herbert Richers” veiculado antes dos filmes que dublava. O produtor deixou viúva a designer de joias Cookie Richers e três filhos, Herbert Jr., Ronaldo e Celina.

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