O ano era 1993 e o lugar era Helsinki na Finlândia. Numa época em que o Intel Pentium estava nascendo, era milagre fazer alguma coisa bacana graficamente em máquinas como os 386 e 486. Mas um grupo de amigos, assim chamados Future Crew (Passageiros do Futuro), foi o vencedor do concurso de demonstrações gráficas para PCs, programados puramente em assembler, realizado naquele ano. E o mais bacana: foi o precursor de muita gente que hoje trabalha com música eletrônica e design gráfico. O nome desta demonstração (também conhecida como PC demo) é Second Reality (Segunda Realidade ou ainda Unreal 2), em alusão ao seu primeiro demo chamado Unreal. De lá pra cá, muita coisa mudou, o poder de processamento das máquinas aumentou, mas esse foi um dos grandes divisores de águas da computação. Divirtam-se!
As músicas completas desse demo estão disponíveis aqui e aqui. Pra ouví-las em sua plenitude, você precisará desse programa aqui.
Esse logotipo aí em cima é do João, mais conhecido como Jot, que fiz agora à tarde brincando com o Maya. É a minha caridade de fim-de-ano, pra dizer que fui bonzinho apenas uma vez em 2005 Brincadeirinha, hein, Jot?
Depois de muito esperar e bastante pesquisar, finalmente comprei a placa de vídeo que precisava para começar a me aprofundar ainda mais na CG: a Quadro FX 1000 saiu por “apenas” 500 reais, no Mercado Livre. O preço oficial dessa placa no Brasil está por aproximadamente 1500 dólares. Tá certo que é uma placa usada semi-nova, mas nada que impeça o uso do produto. O vendedor praticamente não sabia o que tinha em mãos, pensando que fosse uma placa para jogos. O poder dessa placa é mais específico pra área de CAD/CG, onde os softwares como 3DS Max e Maya dominam o ambiente. Agora é esperar a dita-cuja chegar e botá-la pra funcionar.
O que vou fazer com a minha placa de vídeo atual? Não sei… Acho que vou trazê-la para o trabalho ou vendê-la. Afinal de contas, ela ainda dá e muito pro gasto e não perde em nada para as placas atuais do mercado. Troquei-a num gravador de DVD
Novidade, mas nem tanto: o Maya 7 foi lançado recentemente e trouxe algumas inovações interessantes. Particularmente ainda não tive tempo de fazer os devidos testes, até mesmo porque o programa é um verdadeiro trator de funções para animação em 3D: a cada novo passo, centenas de novas opções surgem. É por isso que ainda farei um curso aqui no Rio para aprender a mexer com esse cara…
Outra é o Blender, que já está na versão 2.37 e conquistando cada vez mais adeptos à arte em 3D mas que não têm um poder aquisitivo privilegiado para comprar o seu irmão mais rico Maya ou 3DStudio. O bacana é que agora uma galera de Amsterdã lançou em DVD um filme 3D feito inteiramente no Blender. Mais informações podem ser obtidas aqui.
A imagem ao lado e abaixo são, respectivamente, produto final e interface de modelagem de um programa chamado Blender 3D, um software para criar ambientes virtuais em 3D, tal qual o 3D Studio ou o Maya. Mas ele possui uma diferença interessante dos seus primos ricos: ele é baseado em licença open-source (traduzido livremente como “código livre”) onde permite-se que o usuário possa fazer download e usá-lo livremente, inclusive vender produtos gerados com esse software, desde que o devido crédito seja fornecido ao fabricante. Bonitinho pra caramba esse software e faz um bocado de coisas. Há galerias de imagens com alguns exemplos do que esse pequeno notável é capaz de fazer e sinceramente fiquei bem entusiasmado. Ah, sim, acabei achando esse software na página do Laboratório de Computação Gráfica da UFRJ.
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