Arquivo

Arquivo de 6, September, 2004

“É Rotina…”

6, September, 2004 Sem comentários

Sinceramente, hein? Aonde vamos parar?

Tudo por causa de um maldito charuto numa churrascaria do Rio. Agora me digam o seguinte: ao invés de policiais se ocuparem com chamadas de parentes de delegados por conta de charutos, cigarros e afins, eles bem que poderiam estar fazendo apreensão de entorpecentes, prisão de meliantes e cuidando de outras coisas mais importantes pra fazer.

E outra coisa: já passou da hora para estabelecimentos de quaisquer portes e de quaisquer lugares do Brasil proibirem em sua totalidade o fumo dentro de seu recinto, seja ele próprio ou impróprio. Porque se for assim, eu também gosto de tomar umas cervas e o produto do meu prazer, assim como a fumaça é produto do prazer dos fumantes, é a urina. Seria bacana se eu começasse a dar uma MIJADA na sua perna assim que eu sentisse o cheiro da fumaça do seu cigarro, não é mesmo, meu amigo fumante?

RIO – Seis viaturas da polícia e policiais com fuzis e toucas ninjas pretas foram mobilizados ontem para uma complicada ocorrência no Rio de Janeiro: uma discussão por causa da fumaça de um charuto no bar da Churrascaria Porcão, em Ipanema. A discussão teria começado durante o jogo entre o Brasil e a Bolívia pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

De acordo com o jornal O Globo, um cliente estava na área de fumantes quando uma senhora, que se identificou como mãe de uma delegada da cidade, exigiu que ele apagasse o charuto. Após uma discussão, a mulher chamou a polícia. Em pouco tempo, chegaram ao local três carros da 12ª e da 14ª delegacias (Copacabana e Leblon) e três da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Os policiais, armados com fuzis usando toucas ninjas, pretendiam retirar o fumante e levá-lo à delegacia, mas o homem se recusou a sair do local. O impasse surgiu quando seu pai, o coronel da Aeronáutica Hermano Sampaio, entrou na discussão e evitou que o filho fosse levado.

“Meu filho estava fumando na área permitida. Os policiais chegaram e puxaram a carteira. Carteira por carteira eu tenho a minha, da Aeronáutica. A senhora provavelmente vai apresentar queixa de agressão, mas meu filho também vai. Esse charuto ficou com o gosto amargo”, disse o coronel Hermano.

O delegado que comandou a operação não quis dar declarações à TV Globo, que estava no local no momento da operação.

Categories: Mas viu?