Arquivo de 2 de Agosto de 2004

Em 2004, mé neles: Mussum pra Deputado Estadual
Em 2004, mé neles: Mussum para Deputado Estadual!

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Alguém aí já reparou que a programação da Globo anda simplesmente péssima? Prioridade máxima para a teledramaturgia enquanto programas de entrevistas e talk-shows ficam em segundo plano. Antes de prosseguir, gostaria de ressaltar que a teledramaturgia brasileira é a melhor do mundo e que minha nsatisfação não é com esta arte, mas sim com a sua superexposição aos espectadores.

Desde que foi contratado pela poderosa emissora, Sergio Groissmann vem amargando os horários da madrugada de sábado. Sinceramente, ele estava melhor no comando do Programa Livre, no SBT: o horário era bacana, muitas pessoas assistiam, fazia um sucesso danado. Depois de se mudar para a Globo, o cara simplesmente desapareceu. Há quem diga que o programa é legal e eu mesmo já vi alguns trechos, mas não fico acordado todos os sábados no horário que o programa passa justamente pelo inconveniente de ter que ficar acordado até “altas horas”.

Outro contratado que estava incomodando há tempos é o gordo bonachão Jô Soares. Com o seu talk-show no SBT “Jô 11:30″, sempre começava no horário do título do programa com uma tolerância de 15 minutos para mais ou para menos. Hoje, na Globo, o cara começa pra lá das 12 badaladas notúrnicas, porque sempre é priorizado o horário da novela das 20h (que agora é das 21h), filmes, programas humorísticos assim chamados de “nobres”, os “menos nobres”, jornalismo e enfim o gordo na tela da TV.

Opção pra isso existe, mas a grade de programação não colabora: Malhação é uma novela-seriado que infelizmente insiste em querer botar mais teledramaturgia onde não cabe. Então, acompanhe: novela da tarde (reprise), novela das 17h, seguido pela novela das 18h, pausa para o jornalismo local, novela das 19h, pausa para jornalismo nacional, novela das 21h e daí por diante se ainda tiver minissérie é mais dramaturgia na cabeça do espectador que está no sofá.

Garanto que o Serginho Groissmann ia agradecer se seu programa fosse vespertino, no lugar de Malhação e seus personagens fora-da-realidade-mauricinhos-e-patricinhas-do-Rio-de-Janeiro. O gordo está numa sinuca de bico: ele sempre está depois do jornalismo noturno (Jornal da Globo), que igualmente depende da programação que vem antes dele (filmes, minisséries, humorísticos, etc): se o gordo vem antes, quem gosta de jornalismo vai chiar; se o gordo vier depois do jornalismo, fica do jeito que está.

Lanço essa questão de “quem vem primeiro” e “quem anda sumido” porque me lembrei hoje, durante meu banho matutino, da abertura do extinto Programa Livre e como o Serginho Groissmann estava antes e depois de ser contratado pela Globo. Em minha singela opinião, acho que fizeram uma proposta irrecusável pro cara e ele foi “obrigado” a aceitar de tão boa que era.

Exemplo de contratação que deu CERTO, por motivos da concorrência estar desbancando a Globo: Ana Maria Braga. Tá bom, tá bom, a mulher tem seus méritos de boa apresentadora e lida bem com as adversidades que acontecem em seu programa, mas a grade foi feita pra ela, onde o horário matutino é bom pra ela e pros espectadores que acordam com um programa leve e descontraído.

Exemplo de contratação que deu ERRADO, por motivos da concorrência estar desbancando a Globo: Casé, VJ da MTV que tentou emplacar na Globo, assim como seu parceiro, o VJ Thunderbird. Os caras tiveram oportunidades na emissora, mas ela preferiu deixá-los na “geladeira” pois o formato dos seus programas não era “adequado”.

Daí, tome teledramaturgia: Novela da tarde em reprise (Vale a pena ver de novo), novelinha adolescente (Malhação), novela das 18h, novela das 19h, novela das 21h e, pra finalizar, minisséries (quando há)… Dá um tempo, Globo! Melhore essa programação, melhore a cabeça do brasileiro. Bote entretenimento, bote mais jornalismo, bote mais alguma coisa que não seja dramaturgia!

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