
Fonte: Revista Isto É, nº1700 - 01/05/2002
Foi-se um dos políticos brasileiros mais respeitados deste país: Leonel de Moura Brizola. Uns dirão “já foi e foi tarde”, outros dirão “mas fará uma tremenda falta, pois igual a ele jamais haverá outro”. Como disse um comentarista no noticiário de hoje, o Brizola era um sujeito que no dia-a-dia era um chato de galochas mas nos momentos de crise, eram a ele que recorriam para conselhos e buscar apoio, pela sua longa história política e sabedoria.
Particularmente acompanho de longe a política e, como a maioria do povo brasileiro, acho que todo político é safado e ladrão. Eis então que descubro fã tímido de Leonel Brizola folheando o jornal com momentos de sua carreira política, sua história de vida… Coisas engraçadas como essa me fazem sorrir timidamente para os fatos da vida. Mas num instante tudo volta a ser como antes: fiscais do propinoduto que estavam presos por desvio de milhões de dólares são libertados por ordem STF; carta com assinatura do Paulo Maluf, provando que ele desvia dinheiro para contas na Suíça, (esse filho da puta não morre?!) é considerada falsa e o cara é considerado inocente (!!!)…
Muito certo estava quem disse que o Brasil não é um país sério. Gosto muito daqui, vivo nesse país pensando que é o melhor do mundo, mas PUTA QUE PARIU, sinceramente não dá.
Brizola, meu grande abraço: parta em paz. Mas veja se daí de cima você consegue uma audiência de extrema urgência com o Todo-Poderoso e dá uma ajudinha pra gente aqui embaixo porque tá FODA continuar assim. Na cabeça de muitos existe o refrão “quem sabe faz a hora / não espera acontecer”, mas poucos o fazem.

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Não sei seu nome, e foi por acaso que cheguei ao seu blog.
Mas você tocou numa coisa importantíssima: o desaparecimento de um politico honesto, que se apegou a vida inteira em sonhos, ideais, como escola e saúde para todos.
Morreu absolutamente levado ao exílio em sua própia terra, pela qual lutou obstinadamente por 60 anos.
Te garato que a parcela fraterna desse país ficou orfã.