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Arquivo de May, 2004

Quero meus anos 80 de volta – Parte I

7, May, 2004 26 comentários

Pra quem não sabe, os anos 80 foram, pra muitos meninos e meninas, os anos dourados. Tantos desenhos, tantos brinquedos, tantos filmes, tantas pessoas, músicas, brincadeiras… Dá saudade mesmo! E pra lembrar algumas coisas que muita gente já deve ter esquecido, aqui vão algumas imagens do passado. Se você viveu nos anos 80, com certeza deve se lembrar de alguns deles. Essa é a primeira sequência de lembranças. Colocarei mais noutros posts!


O robô Arthur

O videogame Atari

A família Barbapapa

O Bate-bumbo

Blitz, documentos!

Alô, criançada! O Bozo chegou!

Caloi dobrável

Cigarros de chocolate PAN

Coca-Cola miniatura

Beba Crush!

O “pai” do Max Steel: Falcon!

Primeira abertura do Fantástico

Éca! A Geleca!

Acompanhe o Genius

Quem bebe Grapette, repete!

Suco de groselha

Hero!

Eu tive 1 par de Kichute!

Câmera Kodak antiga

Chocolate Kri

Jogo Ludo

Mini chicletes Adams

Os Muppets

Tenho o videogame Odissey até hoje!

Os bonequinhos de Playmobyl

Quem nunca quis o carrinho de controle-remoto Stratus?

Os Saltimbancos Trapalhões

Grupo Trem da Alegria

Super-Trunfo!

O SBT já foi TVS (TV Stúdio)

Vai-e-vem!

Iogurtes Vigor!
Categories: Lembrancas

Carmem Sheila

6, May, 2004 11 comentários

Tenho o prazer de apresentar a primeira mulher de nossa galeria, a talentosíssma Carmem Sheila, responsável por emprestar sua voz a inúmeros personagens de desenhos animados e a atrizes. Uma curiosidade interessante em desenhos animados foi Carmem foi dublar a Vaca, no primeiro episódio de “A Vaca e o Frango”, atualmente dublada pela Miriam Ficher (a próxima dubladora em minha homenagem). Abaixo, a galeria de personagens da Carmem. Basta passar o mouse para conhecê-los:

Carmem Sheila é atriz, dubladora e diretora de dublagemA Mística, do filme X-Men, foi dublada pela Carmem SheilaO Scooter Chan, do desenho Charlie Chan e o Clã Chan, foi dublado pela Carmem SheilaA hiena Shenzi, do Rei Leão, foi dublada pela Carmem SheilaCarmem Sheila dublou a inesquecível Thundercat CheetaraCarmem Sheila dubla a Dee Dee, do Laboratório de DexterEm Sonic X, Carmem Sheila dubla a personagem EllaO pequeno Xereta, de Brasinhas do Espaço, foi dublado pela Carmem SheilaA pequena Tootie, de Padrinhos Mágicos, foi dublada pela Carmem SheilaCarmem Sheila dubla a Felícia, de Tiny ToonsNos filmes da série Rocky, Carmem Sheila dubla a personagem AdrianSteelheart, do desenho Silver Hawks, é outra grande personagem dublada pela Carmem SheilaEm Os Muzzarelas, Carmem Sheila dubla a PrecóciaCarmem Sheila dublou a neurótica Leila, de TutubarãoNos filmes de Harry Potter, Carmem Sheila dubla a personagem Sra. PomfreyO pequeno Chapeuzinho, do desenho Zé Buscapé, foi dublado pela Carmem Sheila

Categories: Dublagem

Toneladas de fotos

4, May, 2004 3 comentários

Fotos de Vitória e de diversos lugares do Espírito Santo
Pra quem sempre quis conhecer o estado do Espírito Santo, mas nunca teve os 3 Ts ao mesmo tempo (tempo, tutu e tesão), aqui vai a sua oportunidade: fotos de diversos lugares pitorescos e turísticos (dica de um amigo) pra fazer qualquer um morrer de inveja de não ter sequer feito uma visitinha ao estado mais tranquilo do Brasil.

E pra quem mora no ES e não dá o devido valor: experimente ficar ilhado em casa por causa da guerra na Rocinha :)

Categories: Lembrancas

O carioca essencial

4, May, 2004 5 comentários

O carioca essencial – Jefferson Lessa

1 – Tomar um cafezinho no balcão

A gente ama café e recebe de braços abertos novidades com laivos de baunilha ou musgo, próprias para degustação. Mas cafezinho tem de ser tomado em balcão de botequim, em xícaras de louça grossa como as do Lamas. Frescura é bom e a gente gosta – mas, na hora do cafezinho, não.

Café Lamas: Rua Marquês de Abrantes 18, Flamengo – 2556-0799. Seg a dom, das 9h30m às 3h.

2 -Ter uma história pessoal de assalto para contar

Charge sobre assalto
Essa, lamentavelmente, é fácil. Vai do cordão de ouro arrancado do pescoço no ônibus ao seqüestro-relâmpago, passando pelo assalto no sinal, com arma de brinquedo (ou não…) na cabeça. Essas histórias, seja numa festa, no trabalho ou no bar, têm audiência emocionada e profundamente respeitosa. Até alguém surgir com um caso mais cabeludo, é claro.

3 – Orgulhar-se de ter sobrevivido a pelo menos dois dos itens abaixo:

( ) A guerra na Rocinha

( ) As enchentes de 1966, 1988 e 1996

( ) O Rock in Rio I

( ) A final da Copa de 1950

4 – Ir ao Maracanã

Estádio Mário Filho - O Maracanã
Arrastão, briga, flanelinha, calor senegalês: nada disso parece importar. Quando se trata do maior estádio de futebol do mundo, carioca de verdade deixa a razão de lado, segura na mão de Deus e vai, nem que seja uma vez só. A vibração da galera (descrita sempre como indescritível) transformou o Maracanã num ícone urbano. Mas, atenção: só vale se for para ver futebol. Papai Noel, shows e que tais não contam.

5 – Combinar um programa sem a menor intenção de cumprir

Atire a primeira pedra quem nunca mandou um “Vamos nos falar amanhã para marcar aquele jantar” ou um “Passa lá em casa para um café” sem estar exatamente torcendo pela concretização do programa. O pessoal de fora odeia – e até está certo. A gente se vê.

6 – Ver um show na praia

É de graça, não tem muvuca (quer dizer, tem, mas ela se desfaz areia afora), a cerveja dos ambulantes é barata. Mas o cenário, lindo, lindo, é o que faz toda a diferença. Nunca foi? Então corra: amanhã tem show de Dani Carlos, João Bosco e Frejat “nesta ordem” no Posto 10.

Claro Solo: Praia de Ipanema, Posto 10 (em frente à Rua Paul Redfern). Sáb, às 18h.

7 – Passar horas na fila para comprar ingressos com antecedência para o “Festival do Rio”

Parece coisa de paulista (ou mineiro, baiano, paraense, pernambucano… Gente que se programa com alguma antecedência, enfim). A diferença é que, mesmo depois do sufoco, o carioca pode desistir de ver o filme na hora: “Ah, fui à praia e acabou me batendo uma preguiça…”

8 – Esbarrar em uma celebridade e nem ligar

O Rio em si é uma estrela que sempre atraiu estrelas. Por que, então, ficar todo serelepe quando o Chico Buarque adentra o restaurante? Ou a Malu Mader? Ou o Romário? Até porque nove entre dez celebridades nacionais vivem aqui. Ah, quem apenas finge que não está nem aí ainda tem muito chão a percorrer até atingir a genuína carioquice.

9 – Fazer o pedido no Bar Lagoa sem precisar olhar o cardápio

Carioca praticamente nasce conhecendo de cor o menu do Bar Lagoa. Sabe que o bife à milanesa e o salsichão com salada de batata são AS pedidas – e, no segundo caso, sabe que é mais pela salada de batata, cheia de mistérios em sua preparação.

Bar Lagoa: Av. Epitácio Pessoa 1.674, Lagoa – 2523-1135. Seg, das 18h às 2h; ter a dom, do meio-dia às 2h.

10 – Conhecer alguém que esteve na final das eliminatórias da Copa de 1970

Neste dia, o Maracanã bateu o recorde de público, abrigando mais de 180 mil pessoas. As histórias são as mais escabrosas: gente espremida nas arquibancadas, túneis do estádio congestionados, calor insuportável… Mas dá uma inveja danada.

11 – Matricular-se pelo menos uma vez numa academia

Não dá para agüentar a visão dos corpos fantásticos que desfilam diante de nós sem sonhar em ficar, no mínimo, parecido. E, no caso, sonhar custa uma matrícula e uma mensalidade. Procurar uma academia, contar para todos os amigos, freqüentar (mal) durante um tempo e cair fora já vale.

12 – Aplaudir o pôr-do-sol no Posto 9

Este é um mico do qual, há décadas, não dá para escapar. Mas, sejamos parciais: é dos micos mais simpáticos que há, e a cara do verão no Rio. Confessa, vai: em algum momento da sua vida você já aplaudiu o pôr-do-sol no 9, nem que tenha sido com a desculpa de acompanhar a galera.

13 – Subir a Pedra da Gávea

Pedra da Gávea
Taí um programa que vale como passaporte para a carioquice. Com amigos, com instrutores, com a namorada… Só sabe do que estamos falando quem já esteve lá em cima. O alpinista Daniel Towersey conduz a escalada, e amanhã é dia. Basta ligar e marcar.

Daniel Caminhadas: Sáb, a partir das 8h. 2617-6563 e 9961-6898. R$ 80 (individual) e R$ 250 (grupo de cinco pessoas).

14 – Incorporar gírias da malandragem

“Perdeu”, “já é”, “é nóis”, “vaza!”. Os puristas de-tes-tam, não sem razão, mas… Perdeu: a gíria carioca, que dribla a concordância, nasce nas ruas, com a malandragem. A democracia em versão carioca faz com que os filhos das melhores famílias se sirvam das gírias bandidas sem pudor. Um “vaza!” aqui e um “já é” – ali violam o vocabulário da turma. Depois, o resto do Brasil imita.

15 – Comer um podrão na madrugada

Sabe de alguém que morreu depois de comer um cachorro-quente com queijo parmesão, milho, ervilha, cebola, batata-palha, passas e ovo de codorna? Pois é. Podrão é ótimo, especialmente em madrugadas de muita gandaia e pouca grana. Carioca chama o dono das kombis que o vendem pelo apelido e vive atrás de novidades na baixa gastronomia urbana, que é extensíssima.

16 – Ter uma praia

Como não ter uma praia no Rio? São muitas e são lindas, mas cada um elege a sua, e defende com unhas e dentes as qualidades superiores que ela tem. O povo do Pepê, por exemplo, não vai à praia em Ipanema jamais.

17 – Garimpar na Saara

Precisa ter fôlego para percorrer vielas quentes, apertadas, lotadas de consumidores ávidos, entre a Rua Uruguaiana e o Campo de Santana, no Centro. Horas depois, volta-se para casa com sacolas e sacolas cheias de flores de plástico, camisas costuradas em 1974, anáguas que viram saias, cortinas de plástico para banheiro, tapetes de grama artificial etc etc etc. Tudo por uns R$ 50, no máximo.

18 – Adorar filé com queijo

Esqueça o salmão defumado com cream cheese na ciabatta . Ignore o brie com damascos e não dê a menor bola para o prosciutto , as endívias e a focaccia . O sanduíche preferido do carioca leva filé mignon, queijo derretido e, no máximo, uma rodela de abacaxi, como na imbatível versão do Cervantes.

Cervantes: Av. Prado Junior 335, Copacabana – 2275-6147. Dom e de ter a qui, do meio-dia às 4h; sex e e sáb, do meio-dia às 6h.

19 – Dar a volta no flanelinha

É um rito de passagem fundamental, pois nada se compara à felicidade de arrancar com o carro sem perder suados tostões para os marmanjos que loteiam as ruas. Se ajudassem, o.k. Se prevenissem assaltos, melhor. Mas é só dar as costas que os caras somem. Dar a volta no flanelinha funciona como terapia e um ritual de iniciação para quem quer ostentar o título de carioca.

20 – Convidar para a sua casa alguém que você acabou de conhecer

Sem dúvida, um monumento à carioquice. Dos mais bacanas, por sinal, como cadeira na calçada em dias de muito calor e chopinho depois do trabalho. Mais bacana ainda quando o convite não é apenas gentileza de ocasião.

21 – Viver esbarrando em conhecidos

Você vai comprar um remédio na farmácia da esquina e, pimba!, lá está aquele colega de trabalho. Segue para aquela caminhada na praia e, voilà !, esbarra na ex-namorada. À noite, no Baixo Gávea, está todo mundo lá – inclusive aquele amigo da escola sumido há anos. Não tem muita explicação, é coisa de balneário. Ainda bem.

22 -Ter tomado um porre inesquecível de batida do Oswaldo

Os mais novos podem não saber disso, mas o Bar do Oswaldo, perto da famosa rua dos motéis, na Barrinha, teve dias de glória. A docíssima batida de coco, digno exemplar da era que antecedeu o boom da gastronomia, é um ícone.

Bar do Oswaldo: Estrada do Joá 3.896, Barra – 2493-1840. Diariamente, do meio-dia às 2h.

23 – Levar uma cantada de um operário de obra

A cidade tem muitos canteiros de obras, os rapazes trabalham entre parceiros do mesmo sexo, o calor é grande… Sabe como é. Levar uma cantada de um deles é tão comum que chega a ser frustrante jamais ter ouvido um “Você é a nora que mamãe pediu a Deus” – isso nos casos mais elegantes, é claro.

24 – Ficar sabendo dos programas da noite na praia

Só fica em casa quem não encarou o teste da areia, nem que tenha sido à tardinha, só para se informar.

25 – Ignorar os panfleteiros

É como dar a volta no flanelinha, mas com culpa, muita culpa – afinal, o cara está trabalhando, e passar o dia em pé distribuindo papeizinhos na calçada não deve ser mole. A questão é que carioca não tem tanta jóia para atender aos reclames de “Compro ouro” nem está tão a perigo a ponto de acreditar nos panfletos de “Trago a pessoa amada em três dias”. CHEGA!

26 – Comer o cabrito do Capela

Um clássico tão clássico que é anterior ao surgimento da palavra colesterol. Pode até pesar no estômago; no bolso pesa muito pouco, pois o cabrito do Capela – carioca se recusa a chamar o tradicional restaurante de Nova Capela – é facilmente divisível por três.

Nova Capela: Av. Mem de Sá 96, Centro – 2252-6228. Diariamente, das 11h ao último cliente.

27 – Pedir chope sem colarinho

Não faça como esse mané - Peça chopp sem colarinho!
Não precisa repetir, a gente sabe que chope que é chope TEM colarinho. Está bem, é a espuma que mantém o sabor e a temperatura, blablablá, patati-patatá etc. Mas, e daí? De repente, é a impressão de ter o copo mais cheio. Ou, quem sabe, o gosto do carioca é apenas diferente. O fato é que aqui se pede chope sem espuma, ponto final. E não se fala mais disso.

28 – Orgulhar-se do Teatro Municipal

Fachada do Teatro Municipal
Por causa daquela escadaria, daqueles mármores, daquela abóbada… O Municipal é chiquérrimo e tem uma programação popular exemplar – amanhã, por exemplo, Paulinho da Viola se apresenta com a Velha Guarda da Portela e a OPPM, com ingressos a partir de R$ 2.

29 – Se perder a caminho de Barra de Guaratiba

Os amigos fazem mapas e dão referências, mas quem vai pela primeira vez a um restaurante por lá acaba se perdendo – seja porque esqueceu de virar na placa de “Vendo mel” ou porque se encantou com a paisagem. O Bira talvez seja o mais escondido. E, para o Rio Show, é o melhor.

Bira: Estrada da Vendinha 68-A, Barra de Guaratiba – 2410-8304. Qui e sex, do meio-dia às 18h; sáb e dom, do meio-dia às 20h.

30 – Ter a sua loja de sucos preferida

Não, não são todas iguais. Nem os sucos são sequer parecidos. Tem aquelas onde o de manga, por exemplo, vem mais ralo. Tem outras onde, por mais que se peça o contrário, a bebida vem com açúcar. Tem as caras e as baratas; as limpinhas e as sujas. Não interessa: cheias de personalidade, as lojas de sucos são todas diferentes. Descobrir qual é a sua é um exercício de cidadania carioca.

31 – Sonhar com o dia em que o metrô vai chegar à Barra

Metrô Rio
Precisa explicar por quê?

32 – Ir à praia mesmo com o mar poluído

Carioca, carioca mesmo, não consegue acreditar que possa pegar uma doença em águas tão queridas. Coliformes? Língua negra? Hã?

33 – Ter boas lembranças do tempo em que o mate e o limão só eram vendidos em galões de alumínio

“Olha o mate, olha o limão!” Carioca de verdade não esquece o grito da legião de ambulantes que equilibrava os barris nos ombros e servia os refrescos em cones de papel.

34 – Ver uma das capivaras da Lagoa

Não porque ficou de tocaia, mas porque mora no Rio e não raro uma das duas capivaras está lá, à disposição do olhar. O macho mora em frente ao Parque do Cantagalo e pode ser visto no começo da tarde. A fêmea mora perto do Vasco e aparece ao crepúsculo.

Capivaras: Parque do Cantagalo, na Av. Epitácio Pessoa. Clube de Regatas Vasco da Gama, na Av. Borges de Medeiros.

35 – Almoçar “salgado e refresco a R$ 1″

Sabe aquele papo de “não tenho tempo para nada”? Pois é a melhor desculpa para saborear – é, saborear! – a onipresente promoção do “salgado e refresco a R$ 1″. Nada melhor que uma boa desculpa para cair de boca na junk food à carioca. A tal promoção está em todos os botequins, em todos os bairros. Escolha a sua e boa sorte.

36 – Tomar sustos freqüentes com a beleza da cidade

Basta lembrar da saída do Túnel Rebouças na Lagoa. Ou do momento em que o carro entra na avenida que margeia a Baía de Guanabara, na Urca. Ou do oceano visto do Elevado do Joá. Ou da Prainha surgindo na estrada para Grumari. Essas paisagens são velhas conhecidas e, no entanto, continuam nos surpreendendo.

37 – Comer pizza no balcão da Guanabara

Pizzaria Guanabara - Leblon
A pizza servida no balcão é melhor que a servida na varanda (o salão, todo mundo sabe, é para turistas). Analistas sérios dizem que é porque ela chega mais rápido para quem está de pé. E discutem isso no balcão da Guanabara, claro.

Pizzaria Guanabara: Av. Ataulfo de Paiva 1.228, Leblon – 2294-0797. Diariamente, das 9h ao último cliente.

38 – Passar uma noite inteira no Jobi

A noite começa cheia de boas inteções: “Não vou beber, vou chegar cedo em casa, amanhã de manhã vou dar uma caminhada…” Tá bom. Aos poucos, os chopes gelados do Jobi vão chegando, os amigos idem e a vontade vai amolecendo. Resultado: uma noite inteira no bar. Na saída, encontramos o sol a pino e os sobreviventes da Pizzaria Guanabara, que fica no quarteirão anterior.

39 – Implicar com os paulistas

Por causa dos “cinqüêêêinta”, dos “vou estar ligando”, dos “então”, dos “mano” e das “mina’. Por causa dos erres e dos esses. Por causa da mania de trabalho. Por causa da Hebe e do Maluf. Por causa das marginais, das enchentes, dos “engarrafamêintos”…

40 – Invejar o vigor da vida cultural dos paulistas

Por causa da bienal, das exposições na Oca, do Masp, da sala de concertos da Estação Julio Prestes, da Pinacoteca do Estado. Por causa das boates de gente moderna, das bandas modernas, dos bares modernos, da Semana de Arte Moderna de 1922.

41 – Ir a um ensaio de escola de samba

Não precisa nem ter ido ao Sambódromo. Prometer para si mesmo que vai conhecer, um dia, já é suficiente. Mas ensaio de escola de samba na quadra, com amigos e muita cerveja gelada, cercado pelo pessoal da comunidade… Ah, isso é essencial.

42 – Comprar Biscoito Globo no engarrafamento

Biscoito Globo
No resto do país, o povo gosta de dizer que carioca não trabalha. Lenda, lendíssima: carioca trabalha muito! E faz milhões de coisas ao mesmo tempo – inclusive aproveitar sinal fechado para comprar Biscoito Globo. Ou aqueles canudinhos, dá (quase) no mesmo.

43 -Ter certeza de que o Rio é a cidade mais linda do mundo mesmo que não conheça nenhuma outra

Alguma dúvida?

44 – Abastecer a despensa numa loja de conveniência

É caro, mas o posto de gasolina fica logo ali e não tem hora para fechar. E “logo ali” e “não tem hora para fechar” são convites irresistíveis para um carioca.

45 – Ir à Feira de São Cristóvão

Antes, o problema era a sujeira. Depois da reforma, a questão crucial virou a autenticidade: muitos acham que a Feira de São Cristóvão perdeu as raízes nordestinas. O fato é que a gente ama a feira. Onde mais comer carne-de-sol e queijo coalho às 5h?

Feira de São Cristóvão: Pavilhão de São Cristóvão s/n. Sex, às 19h, a dom, às 22h.

46 – Ter alguma coisa, qualquer coisa, comprada num camelô da Sete de Setembro

É errado? É. Incentiva a economia informal? Incentiva. Mas, da mesma forma que os nova-iorquinos compram suas meias nas ruas, os cariocas adoram assuntar nos camelôs. Tem sempre uma novidade, de canetinhas transadas ao DVD de um filme que acabou de estrear.

47 – Saber que…

… O Claro Hall se chama Metropolitan

… A Rua Vinicius de Moraes se chama Montenegro

… Copacabana é Copa e Ipanema não é Ipa

… O Baixo Leblon não é perto do Melt

… O Circo Voador nunca mais será o mesmo

… Praia não é orla

48 – Odiar…

… Dia de chuva

… Cinema tradicional dividido em salinhas menores

… Cartaz de farmácia tampando a fachada de prédios antigos

… Praia suja

… Cerveja quente

… Sinal fechado

49 – Reconhecer que o Pan vai gerar empregos e dinheiro mas, no fundo, não levar muita fé

Você está ansioso pela abertura das bilheterias? Pois é. Os jogos Pan-Americanos de 2007 vão gerar empregos e a cidade vai ficar mais limpa (e, quem sabe, mais segura). Mas a gente não tem vocação para organizar torcidas para esporte que não seja futebol.

50 – Sentir o maior alívio quando o avião aterrissa no Galeão ou no Santos Dumont

Porque, apesar de tudo (e bota tudo nisso), o Rio ainda é o Rio.

Créditos de algumas fotos: Alma Carioca
Outras fotos: achadas no Google :)

Categories: Cotidiano

1 ano de casado

3, May, 2004 3 comentários

Daniel e Andréa, há 1 ano Há exatamente 1 ano, eu (de casaca na foto) e essa linda mulher chamada Andréa estávamos nos casando. Era um sábado e aconteceu em Vitória-ES. Exatamente ao meio-dia, estávamos casados, saindo da igreja em direção à nossa festa, na Mata da Praia, aonde recebemos nossos convidados.

Hoje, 1 ano depois, vejo que estamos muito bem, nos entrosamos muito bem. Não somos apenas marido e mulher: somos amigos, companheiros, amantes, cúmplices de um amor que continua crescendo e renderá, com certeza, muitos frutos. Quem diria que aqueles olhares atentos e marotos da foto ao lado passariam por alguns momentos tristes? Com certeza ninguém… Mas também tivemos muitos e intensos bons momentos. Vivenciamos perdas preciosas, vivenciamos chegadas maravilhosas e vivenciaremos o que o futuro nos reservar, sempre juntos. Sei que escolhi a pessoa certa para vivê-lo comigo e sei que ela também fez a escolha certa em relação a mim.

Amorzão, você está dentro do meu coração. Te amo! Feliz aniversário pra gente, nós merecemos!

Categories: Pessoal