Arquivo

Arquivo de 19, January, 2004

Desejo alugar

19, January, 2004 5 comentários

Quero alugar de alguém um par de pinicos para usar no lugar de meus ouvidos.

Motivo: não suporto mais ter que dar suporte pra um senhor aposentado da polícia federal que é metido a entender de informática e vive fazendo e falando bost@ a respeito do computador dele. Neste exato momento, ele está ligando para meu celular pedindo que eu dê um jeito naquele computador. Alguém aí quer esse cargo de suporte técnico?

Categories: Enquanto Isso

Final de semana

19, January, 2004 Sem comentários

Neste último final de semana, eu e Andréa fomos passear. Tudo bem que não foi o passeio mas serviu para sairmos de casa.

Sábado fomos ao Arpoador. Saímos de casa e estava um sol magnífico mas chegando mais próximo da Zona Sul (ali pela enseada de Botafogo — fizemos o passeio versão longa, que inclui a Pres. Vargas toda e toda a Z. Sul pelo Aterro do Flamengo) o tempo foi começando a fechar.

Lá das pedras, o tempo fechou completamente. 20 minutos depois, desabou o temporal. Voltamos pra casa e ficamos até o dia seguinte (ontem, domingo), de onde só saímos pra ir à praia. Almoçamos no Barril 1800 e voltamos pra casa. Esse foi o nosso final de semana :)

Categories: Cotidiano

Vizinhos pentelhos

19, January, 2004 18 comentários

Vizinhos pentelhos… quem nunca teve?

Essa é a razão de nós, eu e minha querida esposa, estarmos abandonando nosso atual apartamento e buscando um novo local para morar, no mesmo bairro. No final da rua-sem-saída onde moramos, existe uma praça. Quando me mudei, pensei que fosse tranquila e calma, simpática e acolhedora. Tempos depois me vi num verdadeiro caos… noturno, pelo menos.

Todo mundo já deve ter ouvido falar ou pelo menos sabe que depois das 22h00 deve ser feito o horário de silêncio para não incomodar os vizinhos. Mas essas regras infelizmente não se aplicam ao localzinho “aconchegante” aonde vivemos. Os inquilinos do apartamento de cima (611) SUMARIAMENTE DESCONSIDERAM que os vizinhos ao redor (seja no ap de cima, de baixo, dos lados) tentam viver em paz e harmonia e os pestes do 611 tocam o maior rebú, seja no seu próprio apartamento ou na praça. E sempre depois das 22h00. Os moleques ficam sozinhos à noite porque a mãe deles, viúva, sai para “aproveitar a vida“, segundo os porteiros e o síndico (detalhe interessante: o síndico do nosso prédio é motoboy nas horas vagas noturnas, quando não está exercendo sua profissão de síndico do nosso prédio).

Houve um dia em que tive que subir para reclamar ao vivo e à cores com os tais fulanos. Noutras ocasiões, já tivemos que ir assistir televisão ou pro computador, esperando que eles fossem embora e pudéssemos voltar a dormir. E olha que nem há justificativa, porque eles já não são mais crianças: são moleques barbados, devem ter seus 18 ou 19 anos. Ou seja: já sabem diferenciar quando é hora de bagunça e hora de silêncio. Quando a bagunça é na praça, há os amigos dos outros prédios e da vila operária ali próxima, gritando pra eles descerem ou gritando pros OUTROS amigos descerem e se juntarem a eles. Isso quando os vizinhos do 611 resolvem convidar a galera pra subir e fazer a bagunça em cima.

Você, caro leitor, pode até argumentar: “Pô, chama o disque-silêncio, a polícia“. Tentar bem que eu tentei mas para a primeira opção a Telemar informa o número e ao ligar, “o número informado não existe”. A segunda opção diz que sempre vai mandar a viatura para averiguar. Estou esperando até hoje a chegada da viatura que solicitei em meados de setembro de 2003. Bacana, não? Já que a policia não corre atrás dos bandidos, deveria pelo menos atender a um chamado desses que fiz. Naquela ocasião, inclusive, o barulho estava tão conturbado o policial-atendente me falou que foram feitas outras reclamações de vizinhos próximos.

Já imaginaram a situação quando chega o final de semana? Ficamos apreensivos e já vamos para a cama estressados, sem saber se eles virão pra praça mais à noite com os amigos. É realmente uma condição de estresse que, LITERALMENTE, ninguém merece!

Já falei dos cachorros? Ahh, os cachorros… Adoro cães, já criei muitos deles: Dobermanns, filas, pinches. Mas tudo em sítio, longe de vizinhança doméstica. Dizem, também, que existe uma lei que proibe a permanência de animais domésticos em apartamentos. Acho que isso já deixou de existir há tempos, pelo menos no Rio. Posso ter um pastor alemão no meu apartamento que jamais serei importunado por isso. Daí, quando os donos de cachorros resolvem sair pra passear com os pequenos pimpolhos de estimação, é uma confusão: latidos por incansáveis 20, 30 minutos SEGUIDOS. O bicho fica tão atônito preso no apartamento que qualquer outro cachorro da vizinhança é motivo pra ficar latindo incessantemente, até doer os ouvidos.

É por isso que vamos nos mudar. Queremos silêncio, mas não o sepulcral. Queremos paz pra pelo menos podermos dormir sem sermos incomodados. Trabalho bastante durante todo o dia e quero ter paz para pelo menos poder descansar. É pedir muito? Advogados, o que vocês dizem a respeito?

Categories: Pessoal