Arquivo da Categoria “Dublagem”

Tudo relacionado à dublagem e dubladores brasileiros.

O extinto programa Boa Noite Brasil, da TV Bandeirantes, apresentou na noite do dia 21/05/2005 a arte da dublagem brasileira. Contou com a presença no palco dos dubladores Mônica Rossi, Mário Jorge de Andrade e Cláudio Galvan. Em entrevistas gravadas, foram apresentados os dubladores Raquel Marinho, Tarsila Amorim, Orlando Drummond e Newton da Matta.

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Prezados e prezadas, senhoras e senhores, meninos e meninas, boa tarde.

Depois de muito tempo, finalmente volto a colocar na galeria mais um dublador. Apresento a vocês o Jorge Vasconcellos, ator, dublador e diretor de dublagem. Com sua voz versátil, consegue dar emoção aos mais diversos personagens de desenhos animados, filmes e séries de TV. Conheçam mais sobre seu trabalho passando o mouse sobre a imagem abaixo.


Jorge Vasconcellos é ator, dublador e diretor de dublagem Jorge Vasconcellos dublou o personagem Bone Saw, interpretado pelo ator Randy Savage, no filme Spiderman Na trilogia XMen, Jorge Vasconcellos dublou o Dente-de-Sabre, interpretado pelo ator Tyler Mane Jorge Vasconcellos dublou o Capitão Nemo no filme A Liga Extraordinária, interpretado pelo ator Neseeruddin Shah No filme Armageddon, Jorge Vasconcellos dublou o General Kimsey, interpretado pelo ator Keyth David O atrapalhado repórter Chet Ubetcha, do desenho Padrinhos Mágicos, foi dublado pelo Jorge Vasconcellos O chefe de Eldorado, do filme O Caminho para Eldorado, foi dublado pelo Jorge Vasconcellos Jorge Vasconcellos dublou o Espio, do desenho Sonic X Na série animada para TV do desenho Tarzan, Jorge Vasconcellos dublou o gorila Tublat Jorge Vasconcellos dublou o espertalhão e engraçado Bundefora, na série de desenhos A Vaca e o Frango e Eu sou o máximo O baiacu Bolota, do filme Procurando Nemo, ganhou a voz do Jorge Vasconcellos Jorge Vasconcellos dublou o forte e desengonçado Krunk, do desenho Amigos da Justiça Jorge Vasconcellos é a voz do Macaco Loco, do desenho As Meninas Superpoderosas Jorge Vasconcellos dublou o gorila Grodd, no desenho Liga da Justiça Mais um gorila dublado pelo Jorge Vasconcellos: Monsieur Mallah em Jovens Titãs No filme Vida de Inseto, o besouro Dim ganhou a voz do Jorge Vasconcellos Quem não se lembra do Dr. Jumba Jukiba, dublado pelo Jorge Vasconcellos, do filme Lilo e Stitch?

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Matéria publicada no site de Cinema & DVD do Terra, sobre a dublagem do novo filme de James Bond. Divirtam-se!

Terra Cinema & DVD: Pela 1ª vez, filme de 007 terá cópias dubladas nos cinemas

A estréia de Quantum of Solace no Brasil virá com uma iniciativa inédita da Columbia, que distribui o filme no País. Pela primeira vez uma trama de 007 terá cópias dubladas nos cinemas, tentando atrair uma nova parcela do público, que não gosta de legendas.

A dublagem de Quantum of Solace também é marcada por outra inovação. Os próprios artistas que fizeram parte dela dublam cenas em que os personagens falam outras línguas além do inglês. Em entrevista ao Terra, Alexandre Moreno, dublador do vilão Dominic Greene, disse que a intenção era que ninguém percebesse que aquele filme não pertencia a sua língua original.

“Não é comum fazermos isso, mas o espectador toma um susto quando vê os personagens dizendo coisas com outra voz, a original. Nos musicais isso é muito comum. Você tem um personagem dublado que começa a cantar em inglês”, ressalta. “O dublador se sente muito inseguro em falar uma língua que não é sua, mas neste caso o cliente (a Columbia) solicitou que fosse o mais real possível.”

Garcia Jr., o dublador de James Bond, aproveitou a divulgação do filme para alfinetar os fãs que reclamarão do número de cópias dubladas “ainda não divulgadas” que estarão disponíveis nos cinemas brasileiro. “Eu não sou contra a legenda, mas o que as pessoas não percebem é que o filme original também é dublado. Nas cenas de ação, não tem como o Daniel Craig ou seu dublê saírem pulando com um microfone de lapela grudado na camisa enquanto falam. O público médio e honesto não tem vergonha de dizer que gosta de dublagem. Os que defendem a legenda acima de tudo são os pseudo-intelectuais. Num filme como esse, você quase não consegue assistir porque enquanto a ação rola, as pessoas estão lendo as legendas”, defende.

O núcleo principal dos dubladores do filme, composto por Garcia jr. (Bond), Alexandre Moreno (Dominic) e Silvia Goiabeira (Camille) - foi escolhido a dedo pelos executivos da Columbia logo depois que o filme ficou pronto. A idéia da empresa é ampliar a possibilidade de mostrar filmes em língua portuguesa no Brasil, seguindo uma tendência que já é consolidada em países como França e Itália, onde os filmes legendados são uma raridade.

Garcia, que não participa de dublagens marcantes desde 1994, deixou a carreira para ser diretor artístico da área na Disney, confessa que ficou tenso com o papel, especialmente porque o Bond anterior, de Cassino Royale - havia sido dublado por outro ator. “Ele é um cara frio, calculista. No momento que estamos fazendo aquilo, tentamos conseguir o melhor possível, mas é sempre o dublador que está ali”, ressalta.

A atriz Silvia Goiabeira disse que tentou se enquadrar o máximo possível à interpretação de Olga Kurylenko, a Bond Girl. “O cliente fez um pedido e temos que ser fiéis. Aquilo é um produto pronto, uma obra que não podemos mexer”. E minimiza as dificuldades: “Para mim o mais difícil mesmo é falar algo pequeno e relevante. Quando uma frase ou palavra diz tudo. Às vezes fazemos cenas dramáticas longas e temos dificuldade em adaptar uma fala de poucos segundos dentro do filme.”

Apesar de quase discursar contra a legenda, Garcia Jr. admite que por uma questão de bom senso muitos xingamentos e outros palavreados são suavizados na versão dublada, o que não acontece na versão original. “Eu acho que quando o filme vai para o cinema, podemos fazer a dublagem sem cortes. Mas é difícil pensar que quando ele chega numa TV aberta, qualquer pessoa pode zapear o controle remoto e se deparar com uma palavra de baixo calão. Eu fico pensando numa senhorinha que está na frente da televisão e de repente se depara com uma coisa dessas. É tenso”, reclama.

Quantum of Solace estréia nos cinemas brasileiros em 14 de dezembro.

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Na reportagem de hoje, na Folha de São Paulo, mostrou-se o resultado de uma pesquisa que aponta maior preferência para filmes dublados. Uma boa notícia para os amantes dessa arte que tem sido mais valorizada nos últimos anos.

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Mais uma vez, o jornalista Rodrigo Fonseca do Globo Online mostra que dá o devido reconhecimento e grandes oportunidades aos dubladores brasileiros. Dessa vez, ele entrevistou o dublador Márcio Simões sobre o seu trabalho no filme Batman - O Cavaleiro das Trevas, no qual empresta sua voz ao personagem Coringa, interpretado pelo falecido ator Heath Ledger.

O Globo Online: A gargalhada dublada

Neste momento em que “Batman - O Cavaleiro das Trevas” se firma entre as dez maiores bilheterias da história de Hollywood, a versão brasileira do filme, dirigida por Pádua Moreira, impressiona pela sua seleção de elenco. As atuações de Ettore Zuim (Christian Bale), Hélio Ribeiro (Aaron Eckhart) e Fernanda Fernandes (Maggie Gyllenhaal) trazem a marca de eficiência habitual desses dubladores, que estão entre os melhores de sua profissão. Mas, sob os auspícios da monstruosa atuação de Heath Ledger (1979-2008), é Márcio Simões quem melhor se destaca emprestando seu vozeirão ao Coringa. Na entrevista a seguir, Simões, que é a voz oficial de Samuel L. Jackson e Will Smith no Brasil, comenta como foi seu trabalho no melhor longa-metragem de 2008 de janeiro até agora.

O Globo Online: Heath Ledger (1979-2008) fechou sua vida com uma atuação considerada magistral pela crítica. Coube a você transpor essa “magistralidade” para o português. Qual foi a dificuldade do papel? Que nuanças da voz de Ledger foram mais complexas de reproduzir ou recriar? Houve resistência assim que o filme estreou?

Márcio Simões: Realmente, ele deu um banho de interpretação, o que tornou o trabalho mais atraente pelo desafio. Quando o Pádua, o diretor da Delart responsável pela dublagem do filme, ligou pra mim dizendo que queria que eu fizesse o papel, eu achei que a minha voz não combinaria com a do Heath Ledger, pela idade dele. Eu dublo atores como o Morgan Freeman, Danny Glover, Laurence Fishburne, que têm vozes graves, pesadas, por isso achei que minha voz ficaria pesada demais pra ele. Mas quando comecei a assistir a cópia da dublagem, vi que ele havia feito uma composição de personagem bastante sombria, com uma extensão de voz muito interessante. O mais difícil foi pegar o tom, o espírito do Coringa que ele criou, que não tem nada a ver com os outros criados anteriormente. Não fiquei sabendo de qualquer resistência quanto à dublagem do filme. Pelo contrário. Até agora, só ouvi elogios.

O Globo Online: Os cinemas têm registrado uma proliferação do número de cópias dubladas dos blockbusters que não são voltados para platéias infanto-juvenis. Isso está gerando mais ofertas de trabalho?

Márcio Simões: Sim, porque antes, basicamente, só os desenhos mais importantes passavam dublados no cinema, para atingir o público infanto-juvenil. De alguns anos pra cá, as distribuidoras passaram a fazer lançamentos simultâneos no cinema e em DVD dos blockbusters. Isso gerou não só uma oferta maior de trabalho, como serviu para levar a dublagem a um público ainda maior, facilitando para quem tem dificuldade de acompanhar as legendas, e até para quem não tem. Com a dublagem, é possível assistir ao filme em todos os detalhes, sem perder as melhores cenas olhando para as legendas. Serviu também para mostrar ao público a qualidade do nosso trabalho, que é reconhecido como um dos melhores do mundo pelos próprios distribuidores, mas é criticado por muitos aqui no nosso próprio país.

O Globo Online: A questão dos testes exigidos por algumas distribuidores, mesmo para atores que têm bonecos fixos, está sendo encarada com normalidade ou estranheza? Por quê?

Márcio Simões: Com relação aos testes exigidos pelos distribuidores, como eles são os detentores dos direitos sobre os filmes, eles decidem quem vai dublar os papéis principais. É pena que, em alguns casos, não sejam mantidas as vozes com as quais o público já se acostumou, pois as pessoas acabam se decepcionando com o resultado final. Isso faz com que muitos deixem de assistir aos filmes dublados. Há casos em que o dublador tem que ser substituído. É o que acontece quando ele falece, como aconteceu com o dublador do Bruce Willis, o Newton DaMatta, entre outros. Quando o dublador se desentende com a empresa de dublagem, ou é demitido dela, ou, em casos mais extremos, quando o dublador entra na justiça contra o distribuidor, há a necessidade da substituição da voz do ator. Mas, o que é fato é que o público percebe, fica indignado quando isso acontece e reclama, principalmente pela internet, nos fóruns, no Orkut. Os fãs de animes e mangás são os mais fiéis, pois eles acompanham todos os nossos trabalhos. Eles nos prestigiam e ficam muito chateados com essas mudanças, pois eles, muitas vezes vão assistir ao filme principalmente por causa da dublagem.

O dublador Márcio Simões e seus principais personagens dublados
O dublador Márcio Simões e seus principais personagens dublados

O Globo Online: Você é um dos dubladores mais prolíficos (e elogiados) do país. Que bonecos te trouxeram maior respeitabilidade entre os estúdios de dublagem e entre os fãs?

Márcio Simões: Acho que o papel que mais me trouxe reconhecimento por parte do público, do distribuidor e, principalmente, das crianças foi o Gênio do desenho Aladin. A Disney chegou a me enviar uma carta elogiando meu trabalho. O Gênio foi feito pelo maravilhoso Robin Williams, que deu um show de interpretação e criatividade. Mas a dificuldade do meu trabalho foi ter que reproduzir o que ele fez tão bem, adaptando à nossa realidade, pois as piadas e as imitações que ele faz são de personagens da televisão americana. Nós não temos noção de como seria a voz de, por exemplo, David Letterman ou de Jay Leno, falando em português. Eu tive que tentar imitar personagens brasileiros, adaptar as piadas para que as crianças se identificassem com o personagem. E, pra dificultar ainda mais, ele interpretou e o desenho foi feito depois, aproveitando as expressões faciais dele. Eu não tive essa colher de chá. Tive que mudar de personagens rapidamente e ainda sincronizar as falas com o que ele fez. Já dublei muitos atores importantes em papéis legais. Fica difícil falar de todos. Mas eu curto todos os papéis que eu faço, importantes, secundários, pontas. Eu faço o que gosto e, principalmente, gosto muito do que faço.

O Globo Online: Quais são os entraves para se sobreviver só com dublagem hoje no Brasil?

Márcio Simões: O mercado de dublagem é muito competitivo, e, ao longo dos anos, a categoria foi perdendo poder aquisitivo. Atualmente, recebe-se muito menos do que quando eu comecei, há 22 anos. Hoje em dia você tem que trabalhar muito mais horas por dia para tentar se manter dignamente. É um mercado muito instável, onde se tem períodos de produção farta e períodos de quase nada. Agora, estamos passando por uma das piores fases de que eu me lembro desde que comecei a dublar. Em parte, essa crise foi causada, indiretamente, pela greve dos roteiristas de Hollywood, que atrasou muito a retomada da produção de filmes e séries. Uma outra particularidade da nossa profissão é que, diferentemente de outras profissões, onde quem já trabalha há muito tempo é reconhecido como um excelente profissional por tudo que já fez, e é mais bem remunerado por causa disso, na dublagem todos recebem o mesmo valor. Esse valor é determinado pela nossa tabela de dublagem. Em raros casos, pode-se negociar um cachê diferenciado para um trabalho específico. Em geral, um dublador mais antigo vai receber por hora o mesmo que quem está começando. E, neste período de escassez de trabalho, às vezes quem só faz papéis pequenos, por que está começando na profissão agora, consegue receber até mais do que os antigos, que, às vezes, só são escalados para dublar seus bonecos, seus fixos de série e não os papéis pequenos.

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